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'Prévia da inflação' varia 0,09% em outubro; em 12 meses, vai a 2,72%

Do UOL, em São Paulo

22/10/2019 09h04Atualizada em 22/10/2019 09h34

O IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor - Amplo 15), considerado uma prévia da inflação oficial (IPCA), ficou em 0,09% em outubro, mesmo índice alcançado no mês passado.

No ano, o IPCA-15 acumula alta de 2,69% e, em 12 meses, de 2,72%, abaixo dos 3,22% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em outubro de 2018, a taxa foi de 0,58%.

Os dados foram divulgados hoje pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

De acordo com o órgão, o grupo Saúde e cuidados pessoais teve a maior variação, 0,85%, e o maior impacto, 0,10 ponto percentual (p.p.), entre os nove grupos de produtos e serviços pesquisados.

O setor de Transportes anotou a segunda maior variação positiva (0,35%), que contribuíram com 0,06 p.p. no índice do mês.

Entre as quedas, o destaque ficou novamente por conta do grupo Alimentação e bebidas (-0,25%), que apresentou deflação pelo terceiro mês seguido.

Os preços de Habitação (-0,23%) e Artigos de residência (-0,21%) também recuaram em relação a setembro.

Entre os combustíveis, a gasolina, que havia apresentado queda há um mês (-0,06%), apresentou uma alta de 0,76% em outubro e teve áreas variando entre 0,18% (região metropolitana de Porto Alegre) e 2,15% (região metropolitana de Fortaleza). Já os valores do óleo diesel (3,33%), do etanol (0,52%) e do gás veicular (0,23%) também subiram.

Metodologia

O IPCA-15 refere-se às famílias com rendimento de um a 40 salários mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia.

A metodologia utilizada é a mesma do IPCA, considerada a inflação oficial; a diferença está no período de coleta dos preços e na abrangência geográfica.

Por que a inflação no nosso bolso parece maior do que a inflação oficial?

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