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Funcionária se urinou por não poder deixar função, diz sindicato; loja nega

Caso teria acontecido em uma loja da rede Pingo Doce em Lisboa; empresa responsável diz que não confirmou caso com funcionários da unidade - Getty Images/iStockphoto
Caso teria acontecido em uma loja da rede Pingo Doce em Lisboa; empresa responsável diz que não confirmou caso com funcionários da unidade Imagem: Getty Images/iStockphoto

Emanuel Colombari

Do UOL, em São Paulo

21/11/2019 13h05

Resumo da notícia

  • Sindicato diz que caixa de supermercado não teve autorização para deixar posto de trabalho para ir ao banheiro
  • Em nota, sindicato pede que grupo responsável pelo supermercado tome medidas diante do relato
  • Empresa afirma que, em contato com funcionários e chefes da unidade, não conseguiu confirmar o caso

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (Cesp), uma caixa de supermercado foi impedida de deixar seu posto de trabalho para usar o banheiro e acabou se urinando durante o expediente. O caso aconteceu em uma loja da rede de supermercados Pingo Doce, em Lisboa, e veio a público na última segunda-feira (18).

O sindicato afirma que a funcionária em questão, cujo nome não foi divulgado, pediu "várias vezes para ser substituída", sem sucesso. À trabalhadora também teria sido negado a possibilidade de fazer um intervalo para se alimentar.

Em nota, o Cesp afirma que exigiu ao grupo empresarial Jerónimo Martins SGPS, S.A, ao qual pertence a rede de supermercados, "que tome medidas em conformidade com a gravidade desta situação".

"O sindicato denuncia também que é a própria empresa é responsável por fomentar este clima de intimidação, sentido na generalidade das lojas Pingo Doce, e que chegam ao sindicato várias queixas de episódios igualmente lamentáveis por todo o país", diz a nota.

Procurado pelo UOL, o gabinete de relações com a mídia do grupo Jerónimo Martins afirmou que a informação divulgada pelo sindicato não tem fundamento. Segundo a empresa, funcionários e responsáveis pela unidade da loja não têm conhecimento do fato relatado.

"Após termos tido conhecimento do relato desta situação, o Pingo Doce procurou apurar os fatos junto à equipe de loja, não existindo conhecimento deste caso, nem pela chefia, nem pelos restantes colaboradores. Não encontramos, por isso, qualquer fundamento para esta denúncia", relata a nota da empresa enviada à reportagem.

"Aproveitamos para realçar que, para além dos intervalos de descanso legais, o Pingo Doce dá aos seus colaboradores tempo de pausa extra durante a jornada de trabalho. Além disso, qualquer colaborador que necessite de se ausentar por motivos de força maior tem sempre essa possibilidade, informando previamente a sua chefia", completa o texto.

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