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BC reduz juros pela 5ª vez, para 4,25% ao ano, o menor nível da história

Foi a primeira reunião do Copom no ano; no último encontro, o BC havia reduzido a Selic em 0,5 ponto percentual - Getty Images/iStockphoto
Foi a primeira reunião do Copom no ano; no último encontro, o BC havia reduzido a Selic em 0,5 ponto percentual Imagem: Getty Images/iStockphoto

Do UOL, em São Paulo

05/02/2020 18h20Atualizada em 05/02/2020 19h16

O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central cortou a taxa básica de juros (Selic) em 0,25 ponto percentual, de 4,5% para 4,25% ao ano. É o menor patamar desde o início da série histórica, em 1996. Foi o quinto corte seguido, e a decisão foi unânime.

Em comunicado, o Copom indicou que deve parar de baixar os juros por enquanto. "Considerando os efeitos defasados do ciclo de afrouxamento iniciado em julho de 2019, o Comitê vê como adequada a interrupção do processo de flexibilização monetária", diz o texto.

Os próximos passos, ainda segundo o comitê, continuarão dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas para a inflação.

Essa foi a primeira reunião do Copom no ano. No último encontro, em 11 de dezembro, o BC havia reduzido a Selic de 5% para 4,5% ao ano.

Ciclo de cortes da Selic começou em 2016

Em outubro de 2016, o BC deu início a uma sequência de 12 cortes na Selic. Neste período, a taxa de juros caiu de 14,25% ao ano para 6,5% ano. De maio de 2018 até junho de 2019, a taxa foi mantida no mesmo patamar. Foram dez encontros do Copom sem mudanças na Selic.

No final de julho do ano passado, o Copom reduziu a Selic em 0,5 ponto percentual, para 6% ao ano. O último corte foi feito em dezembro, de 5% para 4,5% ao ano.

Juros ao consumidor são mais altos

A Selic é a taxa básica da economia e serve de referência para outras taxas de juros (financiamentos) e para remunerar investimentos corrigidos por ela. A Selic não representa exatamente os juros cobrados dos consumidores, que são muito mais altos.

Segundo os últimos dados divulgados pelo BC, a taxa de juros média do cheque especial, por exemplo, foi de 302,5% ao ano em dezembro, enquanto a do rotativo do cartão foi de 318,9%.

Poupança rende menos

Com os juros baixos, a poupança rende menos devido a uma regra criada em 2012. Quando a Selic está acima de 8,5% ao ano, a rentabilidade da poupança é de 6,17% ao ano (0,5% ao mês) mais TR (Taxa Referencial). Porém, quando a Selic é igual ou menor que 8,5%, a poupança passa a render 70% da Selic mais TR.

Juros x inflação

Os juros são usados pelo BC como uma ferramenta para tentar controlar a inflação. De modo geral, quando a inflação está alta, o BC sobe os juros para reduzir o consumo e forçar os preços a cair. Quando a inflação está baixa, o BC derruba os juros para estimular o consumo.

A meta é manter a inflação em 4% este ano, mas há uma tolerância de 1,5 ponto para cima e para baixo, ou seja, pode variar entre 2,5% e 5,5%. A inflação fechou 2019 em 4,31%, dentro da meta do governo para o ano passado, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

(Com agências de notícias)

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Errata: o texto foi atualizado
Diferente do que foi informado no texto, a meta é manter a inflação em 4% este ano, mas há uma tolerância de 1,5 ponto para cima e para baixo, ou seja, pode variar entre 2,5% e 5,5%, e não 3,5% como havia sido publicado inicialmente. A informação foi corrigida.

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