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Com pandemia, Brasil pode crescer apenas 0,7% em 2020, prevê banco

Previsão anterior era de crescimento de 2,1%; agora, na melhor das hipóteses, o País deve crescer somente 1,3% neste ano - Willian Moreira/Futura Press/Estadão Conteúdo
Previsão anterior era de crescimento de 2,1%; agora, na melhor das hipóteses, o País deve crescer somente 1,3% neste ano Imagem: Willian Moreira/Futura Press/Estadão Conteúdo

Do UOL, em São Paulo

11/03/2020 19h56

Se a crise provocada pela pandemia de covid-19 se estender até o terceiro trimestre, o PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil deve crescer apenas 0,7% em 2020. A estimativa foi feita pelo UBS AG, que também aposta em uma nova redução da taxa Selic — hoje em 4,25% ao ano — para 3%.

A previsão anterior era de crescimento de 2,1%. Agora, na melhor das hipóteses, o País deve crescer somente 1,3% neste ano, 0,2 ponto percentual acima do registrado em 2019. A estimativa para 2021, porém, passou de 2,8% para 3,2%.

Como justificativa para a redução, o UBS citou o fato de que novos casos de infecção por coronavírus têm sido registrados todos os dias no mundo todo, principalmente na Europa e nos Estados Unidos, o que certamente balançará as economias.

Ao todo, o banco listou três cenários possíveis. O mais otimista, com crescimento de 1,3%, aconteceria se o surgimento de novos casos de covid-19 ao redor do mundo fosse controlado "daqui a quatro a seis semanas".

A previsão intermediária espera um agravamento do surto, mas não a ponto de virar uma pandemia (como acabou acontecendo hoje, após anúncio da OMS). Neste cenário, os países ainda enfrentariam perdas significativas, mas teriam se recuperado até o fim do primeiro semestre.

A estimativa mais pessimista, que já considera a covid-19 como uma pandemia, é o que traria crescimento de apenas 0,7% para o Brasil.

China e EUA

O UBS também fez previsões para o crescimento de China, onde o surto começou, e Estados Unidos, principal potência econômica mundial. Para o primeiro, a estimativa passou de 5,4% em 2020 para 4,8%; a do segundo foi de 1,4% para 1,1%.

Economia