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Governo não sabe de onde sairá dinheiro para pagar R$ 600, diz Guedes

Paulo Guedes, ministro da Economia, declarou que  pessoas têm criticado o governo sem sugerir soluções - Andre Coelho/Getty Images
Paulo Guedes, ministro da Economia, declarou que pessoas têm criticado o governo sem sugerir soluções Imagem: Andre Coelho/Getty Images

Antonio Temóteo

Do UOL, em Brasília

31/03/2020 18h47

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou hoje que o governo ainda não sabe quais serão as fontes de recursos que custearão o pagamento do auxílio emergencial. Ele também pediu ajuda do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, para aprovar uma proposta que define de onde sairá o dinheiro e rebateu críticas de que o governo demora para iniciar os pagamentos.

"Temos um problema técnico de fontes (de recursos para pagar o auxílio de R$ 600). O presidente Rodrigo Maia poderia nos ajudar muito se ele encaminhar e aprovar em 24 horas uma PEC emergencial que regularize isso, o dinheiro sai em 24 horas, por exemplo", disse Guedes.

Segundo ele, os secretários do Tesouro Nacional e do Orçamento Federal informaram que é necessária uma mudança orçamentária ou a edição de uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) para que os recursos sejam destinados ao programa.

Guedes rebate críticas de demora

O ministro também declarou que muitas pessoas têm criticado o governo, sem sugerir soluções para que o programa saia do papel.

"Está havendo uma falta de percepção quanto ao esforço que é criar um programa novo. Ele não existia. Depois que ele aparece está cheio de protagonista, um monte de gente reclamando. Foi um choque inesperado. Em três semanas e meia a gente cria um programa novo, que é o auxílio emergencial aos informais", declarou.

Segundo Guedes, o dinheiro que custerá os benefícios "não cai do céu" e depende um processo técnico e de mudanças na legislação do país. Ele ainda afirmou que reuniões seriam realizadas no Palácio do Planalto para tomar essas decisões.

Economia