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Pesquisa mapeia profissões com maior risco de contágio de coronavírus

Médicos atendem paciente infectado pelo coronavírus - Xinhua/Xiong Qi
Médicos atendem paciente infectado pelo coronavírus Imagem: Xinhua/Xiong Qi

Do UOL, em São Paulo

07/04/2020 16h37

Um grupo de pesquisadores da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) mapeou o risco de contaminação de trabalhadores brasileiros durante a pandemia de coronavírus. Os levantamentos levam em questão as atividades profissionais e o grau de vulnerabilidade diante da covid-19.

Segundo o estudo, 2,6 milhões de profissionais da área de saúde apresentam risco de contágio acima de 50%; os mais vulneráveis do grupo são os técnicos em saúde bucal (12.461 profissionais), que apresentam 100% de risco de contágio pela proximidade física com os pacientes.

Já comerciantes, incluindo varejistas e operadores de caixa, apresentam 53% de risco de contágio; eles somam cerca de 5 milhões de trabalhadores em todo o país.

O estudo também aponta que, caso as aulas não tivessem sido suspensas, professores estariam com índice de risco acima de 70%.

Menos vulneráveis

Os trabalhadores menos vulneráveis são os que exercem atividades "de forma quase solitária", segundo o estudo. O levantamento destaca os 14.215 operadores de motosserra, que trabalham, em maioria, nas áreas rurais e apresentam risco de 18%.

Outros com menor probabilidade de contágio, com média de 19%, são roteiristas, escritores, poetas, e outros que integram os setores artístico e intelectual.

Mudança no modelo de negócios

A pesquisa foi liderada pelo pesquisador Yuri Lima, do Laboratório do Futuro da Coppe/UFRJ (Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia).

"A tendência é que haja uma modificação nos modelos de negócios das empresas. Os empresários já devem estar avaliando como gerar receita sem depender de aglomerações em seus estabelecimentos, seja no comércio ou na indústria. Haverá menor quantidade de funcionários presentes fisicamente. O que está acontecendo no momento poderá antecipar para os próximos anos a substituição dos seres humanos por robôs, pela automação, na execução de tarefas, como relatamos no relatório o Futuro do Emprego do Brasil", afirmou Lima.

Economia