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Busca por crédito pessoal sobe 21% em 1 mês; juro cai, mas ainda é de 95%

Antonio Temóteo

Do UOL, em Brasília

28/04/2020 13h36

As concessões de crédito pessoal não consignado para as famílias registraram alta de 20,9% em março em comparação com fevereiro deste ano, conforme dados do Banco Central. Os desembolsos dessa linha de crédito, com juros de 94,7% ao ano, foram os que mais cresceram entre os empréstimos oferecidos aos brasileiros.

Os juros dessa linha de crédito eram de 106,6% ao ano em fevereiro, o que significa que uma redução de 11,9 pontos percentuais em março. Apesar da redução, a taxa do crédito pessoal não consignado foi quase três vezes a do crédito consignado para trabalhador do setor privado, de 32,6% ao ano em março.

O chefe do Departamento de Estatística do BC, Fernando Rocha, afirmou que as famílias recorrem a esses empréstimos porque não têm disponíveis linhas de crédito com taxas mais baixas, como a do crédito consignado para o trabalhador do setor privado. Para que esse trabalhador tenha acesso ao crédito consignado, é necessário que a empresa em que é contratado tenha um contrato com uma instituição financeira. Isso é mais comum em grandes empresas.

Renegociação de dívidas

Quando não paga o cheque especial, o crédito pessoal não consignado e o cartão de crédito, o trabalhador recorre uma linha de crédito única, chamada pelo BC de composição de dívida.

Nessa linha, clientes que haviam tomado diferentes empréstimos na mesma instituição financeira procuram o gerente para renegociar. A dívida em atraso é somada, e as parcelas são unificadas, como uma taxa de juros única.

Em março, essa linha de renegociação teve alta de 95,8%. Os juros foram de 3,1%, uma redução de 0,3 ponto percentual em relação a fevereiro.

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