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Governo não usará dinheiro público para salvar empresa grande, diz Guedes

Ministro da Economia, Paulo Guedes - Adriano Machado
Ministro da Economia, Paulo Guedes Imagem: Adriano Machado

Do UOL, em São Paulo

29/04/2020 09h09Atualizada em 29/04/2020 10h35

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que o governo não usará dinheiro público para salvar grandes empresas afetadas pela crise causada pelo coronavírus.

Em videoconferência promovida na manhã de hoje pelo Mercado & Consumo, que também teve a participação do empresário Abilio Diniz, o ministro disse que grandes empresas, como companhias aéreas e produtoras de automóveis, deverão buscar negociações e soluções dentro do próprio mercado para superarem essa fase.

"O governo não vai pegar dinheiro público, dinheiro que falta para saúde e para educação, e, simplesmente, salvar uma grande empresa. É da vida ser abatido, é do mercado. Em uma economia de mercado, de vez em quando é atingido, então não vou tentar salvar", declarou Guedes.

Segundo o ministro, o governo tem ajudado as grandes empresas com ideias, sugerindo negociação com sindicatos, empréstimos com garantia de ativos e emissão de debêntures (títulos privados) conversíveis —que podem ser trocados por ações.

'Manicômio tributário'

Durante a conversa, Guedes também criticou o sistema tributário brasileiro, o qual chamou de "manicômio tributário" por ser confuso e sobrecarregar os custos das empresas.

O maior vilão, de acordo com o ministro, são os custos sobre a folha de pagamentos. Com uma desoneração, Guedes afirmou que seria possível criar "milhões de empregos" no país.

"Temos de acabar com esse 'manicômio tributário'. Podemos gerar empregos aos milhões se desonerarmos a folha de salário. São estritamente as reformas que vão fortalecer o setor privado e transformar o Brasil em um bom ambiente de negócios", afirmou.

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