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Mais de 27 mil foragidos tiveram auxílio emergencial aprovado, diz TV

29.mai.2020 - Foto ilustrativa mostra aplicativo "Caixa Tem", onde beneficiários podem consultar o pagamento do auxílio emergencial - Guilherme Dionízio/Estadão Conteúdo
29.mai.2020 - Foto ilustrativa mostra aplicativo 'Caixa Tem', onde beneficiários podem consultar o pagamento do auxílio emergencial Imagem: Guilherme Dionízio/Estadão Conteúdo

Do UOL, em São Paulo

31/05/2020 22h43Atualizada em 31/05/2020 22h53

Um levantamento da CGU (Controladoria-Geral da União) obtido pelo "Fantástico", da TV Globo, aponta que mais de 27 mil foragidos da Justiça tiveram o auxílio emergencial de R$ 600 aprovado pelo governo federal. O pagamento do benefício aos criminosos custou mais de R$ 16 milhões aos cofres públicos.

Só no estado de São Paulo, segundo a reportagem do "Fantástico", 6.879 foragidos tiveram o auxílio aprovado em seu nome. No Rio de Janeiro, foram mais 825. Não se sabe, porém, se os criminosos ficaram com o dinheiro que receberam de forma indevida ou se seus dados estão sendo usados por terceiros.

A fraude não é a única verificada pela CGU: o órgão também identificou golpistas que conseguiram a aprovação para receber os R$ 600 usando informações de pessoas que já morreram. Os cadastros, ainda de acordo com o "Fantástico", podem ter sido feitos por presos a partir de celulares que circulam clandestinamente nas cadeias.

A CGU também apontou que quase 23 mil de brasileiros que moram no exterior também estão tendo seus nomes aprovados de forma irregular. Uma brasileira que mora em Portugal relatou à reportagem que ela mesma fez o teste e conseguiu a aprovação do Ministério da Cidadania para receber o auxílio. Ela já entrou com um pedido para devolver o dinheiro.

O órgão estima que 233 mil brasileiros podem ter recebido o auxílio emergencial indevidamente. Se todos os pagamentos forem confirmados, isso representaria um custo de quase R$ 140 milhões à União.

Quem tem direito

O auxílio emergencial de R$ 600 é pago a trabalhadores informais, autônomos, microempreendedores individuais (MEIs), desempregados e contribuintes individuais da Previdência Social. O objetivo da renda básica, segundo o governo, é minimizar os efeitos da crise causada pelo novo coronavírus para os mais vulneráveis.

Confira abaixo todas as regras para a concessão do benefício: