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Ministro diz que BNDES prepara linha de crédito para companhias aéreas

Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro - Tomaz Silva/Agência Brasil
Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro Imagem: Tomaz Silva/Agência Brasil

Do UOL, em São Paulo

12/06/2020 14h24

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, disse hoje que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) está preparando uma linha de crédito para ajudar as empresas do setor aéreo na retomada da economia.

Em entrevista concedida à Rádio Bandeirantes, Freitas ressaltou que a concessão de crédito é uma iniciativa importante para que as empresas possam sobreviver à crise causada pela pandemia do novo coronavírus. "O BNDES tem trabalhado nisso, já tem um programa de crédito formatado que está em execução, está aí para realmente ter um desfecho", adiantou.

Segundo o ministro, o BNDES vai atuar em parceria com o mercado e os bancos privados nessa linha de crédito. "O BNDES entra com 60% desse valor, 30% eles vão levantar com a emissão de títulos no mercado e 10% vão vir com os bancos privados", explicou.

A expectativa é de que o crédito comece a ser efetivado já nas próximas semanas.

Outras medidas

O chefe da pasta de Infraestrutura também contou que o governo estuda fechar um acordo de antecipação de passagem com as empresas para movimentar o setor.

"O governo é um grande contratador de passagens. A gente poderia comprar isso antecipadamente mediante um desconto na tarifa que seja compatível com o retorno mínimo que cada voo tem", disse. "Isso daria mais um fôlego."

Freitas mencionou que também está em análise a possibilidade de usar dinheiro do Fundo Nacional da Aviação Civil — que é composto pela outorga recolhida na concessão de aeroportos e tem o objetivo de fomentar a estrutura e a manutenção do setor — como garantia de crédito para empresas auxiliares do setor.

Pouco depois de a pandemia ter chegado ao Brasil, o governo editou uma medida provisória que determinava o adiamento do pagamento das outorgas de aeroportos, das tarifas aeroportuárias das maiores empresas e da devolução do valor das passagens canceladas.

"Foram medidas para preservar caixa, para dar um pouco de fôlego naquele momento", reforçou o ministro. "A gente percebeu com muita velocidade que era um setor que ia ser mais atingido."

Economia