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Facebook perde mais de US$ 74 bilhões com boicote de patrocinadores

Mark Zuckerberg, CEO do Facebook - ARTE/UOL
Mark Zuckerberg, CEO do Facebook Imagem: ARTE/UOL

do UOL, em São Paulo

27/06/2020 15h07

Resumo da notícia

  • Ações do Facebook desabam na Bolsa em meio a boicote de patrocinadores
  • Empresas como Honda, Unilever e Coca-Cola aderiram a movimento que pede maior rigor do Facebook contra mensagens de ódio
  • Empresa de Mark Zuckerberg diz que vai passar a marcar posts que violem suas regras

As ações do Facebook tiveram na última sexta-feira uma forte desvalorização, de 8,31%, caindo de US$ 235,68 para US$ 216,08, nos negócios da Bolsa eletrônica americana Nasdaq. Com isso, o valor de mercado da empresa de tecnologia fundada por Mark Zuckerberg desabou em um único dia cerca de US$ 7 bilhões de dólares, chegando a US$ 612,1 bilhões. Desde o dia 22 de junho, o valor de mercado da companhia já caiu US$ 74,6 bilhões.

Esse desempenho do Facebook no mercado acionário mostra a reação negativa dos investidores a um movimento de boicote de diversos patrocinadores à companhia. O movimento Stop Hate For Profit (pare de dar lucro ao ódio, em tradução livre) pede que as empresas deixem de anunciar no Facebook durante o mês de julho.

A iniciativa foi criada por seis grupos dos Estados Unidos de direitos civis que exige que a rede social seja "menos complacente" com mensagens de ódios publicadas na plataforma. Entre as empresas que aderiram ao movimento estão Coca-Cola, Honda, Unilever, Verizon, The North Face entre outras.

O Facebook gera 98% de sua receita por meio de anúncios. A companhia recebeu US$ 17,4 bilhões em publicidade apenas no primeiro trimestre de 2020. O número de usuários ativos diários foi de 1,73 bilhão em março deste ano, 11% superior ao mesmo mês de 2019.

A empresa de Mark Zuckerberg reagiu e disse na última sexta-feira que vai começar a marcar posts que violem as suas regras, bem como acrescentar um link informativo a postagens de campanha eleitoral nos EUA, direcionando os usuários a informações oficiais.

Economia