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Nuvem de gafanhotos: Mau tempo impede localização de insetos na Argentina

Nuvem de gafanhotos preocupa Argentina e Brasil - Divulgação/Governo da Província de Córdoba
Nuvem de gafanhotos preocupa Argentina e Brasil Imagem: Divulgação/Governo da Província de Córdoba

Do UOL, em São Paulo*

30/06/2020 15h44

O Senasa (Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentar da Argentina) afirmou que o mau tempo impediu a localização exata da nuvem de gafanhotos no último fim de semana. A informação foi divulgada na última nota publicada pelo órgão até o momento.

Por conta da chuva, o Senasa estima que os insetos não tenham se deslocado por grandes distâncias, podendo ser localizados entre Sauce e Esquina, na província de Corrientes.

"Devido às más condições climáticas, o monitoramento foi interrompido às 17h, quando as estradas internas onde as equipes do Senasa procuravam os gafanhotos estavam ficando intransitáveis", disse o órgão.

"Por volta das 20h, recebemos um alerta de uma pessoa que teria visto os insetos perto da Paraje Amará Picada, na área de El Descanso", acrescentou.

Por fim, o Senasa declarou que as equipes recomeçaram o trabalho de busca hoje de manhã.

Preocupação brasileira com gafanhotos

Preocupado com o risco de a nuvem de gafanhotos entrar em território brasileiro e prejudicar produtores no sul do país, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento publicou, no Diário Oficial da União de hoje, portaria que estabelece diretrizes para "Plano de Supressão e medidas emergenciais" a serem aplicadas caso a praga (Schistocerca cancellata) chegue no Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Segundo a Portaria nº 208/2020, caberá ao órgão estadual de defesa agropecuária de cada estado estabelecer o plano de supressão "a partir dos procedimentos gerais de controle estabelecidos pelo Departamento de Sanidade Vegetal e Insumos Agrícolas da Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura".

Fenômeno

Nos últimos dias, milhões de gafanhotos invadiram cidades e fazendas de parte da Argentina, formando verdadeiras nuvens de insetos. Embora não representem um risco direto para os seres humanos, estes ortópteros saltadores podem, em grupo, causar grandes prejuízos econômicos, devorando plantações em questões de horas.

Embora o fenômeno tenha ganhado destaque internacional quando a nuvem de gafanhotos já ameaçava cruzar as fronteiras da Argentina com o Brasil e com o Uruguai, ele não surgiu de uma hora para outra, do nada.

Desde 2015, especialistas argentinos estudam o crescimento acelerado desta população, principalmente da espécie Schistocerca cancellata, também chamada de gafanhoto migratório sul-americano.

*Com informações da Agência Brasil

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