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Governo mantém previsão de -4,7% para o PIB; mercado vê queda de 6,1%

Previsão para o PIB leva em consideração impactos da pandemia do coronavírus - LUIS LIMA JR/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO
Previsão para o PIB leva em consideração impactos da pandemia do coronavírus Imagem: LUIS LIMA JR/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

Antonio Temóteo

Do UOL, em Brasília

15/07/2020 10h52Atualizada em 15/07/2020 12h30

Na contramão do mercado, que espera um tombo do PIB (Produto Interno Bruto) de 6,1% em 2020, o Ministério da Economia manteve a projeção de queda em 4,7%. Para 2021, a equipe econômica espera que a economia brasileira crescerá 3,2%.

Os dados fazem parte do Boletim Macrofiscal, da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Economia e foram divulgados hoje.

O governo justificou que a projeção permaneceu inalterada porque há um "efeito positivo das políticas adotadas até então" no combate aos efeitos econômicos da pandemia do coronavírus.

"As políticas econômicas para combater a pandemia têm se mostrado exitosas como um escudo de proteção às famílias e às empresas nesse período. No entanto, tais políticas são temporárias e devem ser substituídas por ações que visem o aumento da produtividade da economia e o equilíbrio fiscal", informou a secretaria.

O secretário de Política Econômica, Adolfo Sachsida, afirmou que, com os indicadores econômicos disponíveis, é possível afirmar, com "razoável grau de certeza", que os economistas que esperavam queda do PIB superior a 6,5% terão de revisar as estimativas.

"Como diz o ministro Paulo Guedes, a economia é um mecanismo vivo. Ela se ajusta. E é isso que temos visto. Estão surgindo novas formas de comércio, novas maneiras de fazer negócio. Isso está levando a uma recuperação econômica mais rápida do que víamos antes", disse.

Previsões para os próximos anos

Para 2022, a equipe econômica espera um crescimento de 2,4% na economia brasileira. Para 2023 e 2024, a expectativa é de alta de 2,5% do PIB.

No documento, o governo afirma que mesmo com o aumento do desemprego e a redução de salários, o pagamento do auxílio emergencial aumentou a massa salarial disponível. Com isso, várias empresas continuaram a vender durante a pandemia, o que diminuiu o risco de quebra dessas empresas.

Governo espera inflação de 1,6%

A equipe econômica reduziu ainda a projeção para a inflação do ano. No último boletim, divulgado em maio, a expectativa era de alta de 1,77%. Agora, o governo prevê uma inflação de 1,6% em 2020.