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44% dos lares brasileiros receberam auxílio emergencial em julho, diz IBGE

O valor médio do auxílio emergencial pago subiu de R$ 885 em junho para R$ 896 em julho - Getty Images
O valor médio do auxílio emergencial pago subiu de R$ 885 em junho para R$ 896 em julho Imagem: Getty Images

Do UOL, em São Paulo

20/08/2020 09h51Atualizada em 20/08/2020 15h17

No mês de julho, mais 813 mil lares brasileiros entraram na soma dos que recebem algum tipo de auxílio emergencial relacionado à pandemia do coronavírus. No total, 30,2 milhões de lares obtiveram a ajuda, o que representa 44,1% dos domicílios no país.

A conta leva em consideração qualquer transferências de renda às famílias feitas pelos governos federal, estadual ou municipal, e não apenas o programa de auxílio emergencial do governo Jair Bolsonaro (sem partido).

O número de lares que receberam ajuda teve um leve crescimento em relação a junho, quando o percentual de domicílios beneficiados era de 43%. O valor médio recebido subiu de R$ 885 em junho para R$ 896 em julho.

Os dados são da PNAD Covid-19 Mensal, divulgada hoje pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A pesquisa trouxe nesta edição seis novos temas: testes de covid-19; comorbidades; comportamento (adoção ou não de medidas de isolamento); indicadores escolares (aula online); solicitação e aquisição de empréstimos; itens de higiene e proteção.

O percentual de lares que receberam algum auxílio subiu em todas as regiões do país no mês passado, com o Norte e o Nordeste com a maior proporção de beneficiários:

  • Norte: passou de 60% para 60,6% dos lares
  • Nordeste: passou de 58,9% para 59,6%
  • Centro-Oeste: passou de 41,4% para 41,9%
  • Sudeste: passou de 35,9% para 37,2%
  • Sul: passou de 29,7% para 30,9%

3,3 milhões de lares fizeram empréstimo em julho

De acordo com o IBGE, em 4 milhões dos lares brasileiros (5,9%), algum morador solicitou empréstimo em julho para enfrentar a pandemia, mas 762 mil deles tiveram o pedido negado. Para 3,3 milhões de domicílios a solicitação foi atendida.

Entre os que solicitaram e não conseguiram empréstimo, 59,2% pertencem às duas classes de rendimento mais baixas, que recebem menos de um salário mínimo.
Maria Lúcia Vieira, coordenadora da pesquisa

A maior fonte de empréstimos foram os bancos e outras instituições financeiras (75,7%). Em 23,6% dos domicílios, algum morador conseguiu empréstimo com amigos ou parentes.