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Dois meses após lançamento, Guedes diz que nota de R$ 200 terá vida curta

Paulo Guedes alegou que nota de R$ 200 foi necessária por causa da pandemia -
Paulo Guedes alegou que nota de R$ 200 foi necessária por causa da pandemia

Antonio Temóteo

Do UOL, em Brasília

29/10/2020 12h36

Menos de dois meses após o lançamento da nova nota de R$ 200, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou hoje que ela terá "carreira curta" e "vai se aposentar" em pouco tempo, com a chegada do Pix, o sistema de pagamentos instantâneos criado pelo BC (Banco Central).

O Pix vai ser uma nova opção, ao lado de TED, DOC e cartões, para pessoas e empresas fazerem transferências de valores, realizarem ou receberem pagamentos. O sistema começa a funcionar em 16 de novembro. Com o Pix, as pessoas e empresas poderão fazer essas transações em menos de de segundos, usando apenas aplicativos de celular.

No início de setembro, quando a nova nota foi criada, críticos apontaram que o lançamento ia na contramão de outras políticas do BC para incentivar a digitalização das transações, como o próprio Pix.

As notas de R$ 200 e de R$ 100 devem cair em desuso, segundo Guedes, com a difusão do Pix no país.

"Essa nota grande, o lobo-guará, foi inventada porque nós tínhamos um problema logístico de pagar as pessoas. As pessoas mais simples não tinham as ferramentas digitais. Tinha que dar o dinheiro físico. E quando dava o dinheiro ele ficava entesourado, ficava em uma comunidade e não saia de lá. Nós tivemos que criar uma nota alta na contramão do mundo", afirmou Guedes.

"No futuro, vai acabar o lobo-guará, a nota de R$ 200, a nota de R$ 100. Isso vai diminuir brutalmente."

Contra corrupção, países extinguem cédulas altas

Segundo Guedes, as maiores economias do mundo têm se esforçado para diminuir o valor das cédulas em circulação para combater o crime e a corrupção, já que as atividades ilegais usam transações com dinheiro em espécie.

No início da setembro, quando a nova nota foi lançada, o BC negou que ela poderia facilitar a corrupção. "Nós temos um arcabouço de combate e prevenção à lavagem de dinheiro extremamente avançado e ele não é dependente apenas do valor de denominação das cédulas", afirmou Carolina de Assis Barros, diretora de Administração da entidade.