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Funcionários do Banco do Brasil fazem paralisação contra reestruturação

Sindicatos ligados aos bancários em todo o País aprovaram a paralisação dos funcionários da instituição hoje - Reprodução/Google Maps
Sindicatos ligados aos bancários em todo o País aprovaram a paralisação dos funcionários da instituição hoje Imagem: Reprodução/Google Maps

Do UOL, em São Paulo

29/01/2021 09h06Atualizada em 29/01/2021 11h21

Funcionários do Banco do Brasil fazem hoje uma paralisação nacional por 24 horas, segundo informações de sindicatos. O objetivo é pressionar o banco a desistir de vez da reestruturação, que prevê o fechamento de 112 agências e o desligamento de 5 mil funcionários durante o primeiro semestre deste ano.

Ao longo desta semana, sindicatos ligados aos bancários em todo o País aprovaram a paralisação dos funcionários da instituição hoje. A orientação geral é de que os trabalhadores cruzem os braços, estejam eles em agências ou em home office.

Em função da pandemia do novo coronavírus, os protestos presenciais, em frente às agências, devem dar lugar a ações na internet. Segundo a Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro da CUT), haverá um "tuitaço" pela manhã.

Ainda não se sabe a adesão ao ato. Questionado sobre a paralisação, o Banco do Brasil informou, em nota, que "a adesão aos programas de desligamento incentivado oferecidos é de caráter totalmente voluntário". (Veja a íntegra abaixo).

O plano quase custou o cargo do presidente da instituição, André Brandão. Logo após o anúncio dos cortes, em 11 de janeiro, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) demonstrou irritação com Brandão e expressou a interlocutores a intenção de demiti-lo.

Bolsonaro reclamava que não havia sido avisado sobre as demissões e o fechamento de agências do banco, em um momento em que o governo também sofria um revês de imagem com o anúncio da saída da montadora Ford do Brasil e o fechamento de outras 5 mil vagas.

Foi preciso que o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto — que formam o núcleo duro da área econômica do governo — montassem uma operação para evitar a demissão precoce de Brandão, que estava a menos de quatro meses no cargo. Por enquanto, o executivo permanece no comando do banco, mas seu plano de reestruturação segue ameaçado.

Outro lado

Leia abaixo a íntegra da nota enviada pelo Banco do Brasil

O Banco do Brasil anunciou, no último dia 11, conjunto de ações que buscam adequar a rede de agências ao aumento do comportamento digital de seus clientes e à necessidade de ampliar o atendimento especializado, especialmente o voltado ao agronegócios, que contará com mais 14 agências exclusivas e novos 276 gerentes de atendimento dedicados. As ações também buscam aumentar a eficiência nas atividades da empresa, garantindo a sustentabilidade dos negócios.

O BB possui uma das maiores de rede de atendimento no País, com 5,4 mil agências e postos de atendimento, e ampliará sua rede de correspondentes bancários, hoje com mais de 11,1 mil pontos, mantendo sua presença nos 4.883 municípios de atuação.

Os 16,5 mil pontos de atendimento físico do BB se somam ao conjunto de soluções de atendimento digital por mobile e internet banking. Desde 2016, o BB observa significativa redução nas transações em guichês de caixa (-42%), enquanto o uso do mobile praticamente dobrou no mesmo período e já responde por 86% das transações, junto com o internet banking.

A adesão aos programas de desligamento incentivado oferecidos pelo BB é de caráter totalmente voluntário.

* Com informações do Estadão Conteúdo

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