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Covid: gasto do governo deve chegar a R$ 105,6 bi em 2021, projeta estudo

 Despesa com auxílio emergencial deve ser a maior parcela dos gastos do governo com a pandemia, aponta relatório - Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Despesa com auxílio emergencial deve ser a maior parcela dos gastos do governo com a pandemia, aponta relatório Imagem: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Do UOL, em São Paulo

18/05/2021 08h26Atualizada em 18/05/2021 08h27

O governo federal deve gastar R$ 105,6 bilhões com a covid-19 em 2021. A projeção está no Relatório de Acompanhamento Fiscal (RAF) de maio, feito pela Instituição Fiscal Independente (IFI), órgão ligado ao Senado.

O valor estimado equivale a 1,3% do PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil e apresenta uma queda de 79,7% em relação aos R$ 520,9 bilhões (7% do PIB) gastos em 2020.

"O gasto primário deve ter queda expressiva em 2021, refletindo a redução dos estímulos concedidos em resposta à pandemia. No cenário base, a despesa primária do governo central deve recuar R$ 322,7 bilhões, ou 16,6% (Tabela 9). Em percentual do PIB, a despesa passaria de 26,1%, em 2020, para 20,0%, em 2021. A contração se deve aos gastos com o enfrentamento da pandemia, que, em 2020, atingiram R$ 520,9 bilhões. Para este ano, a IFI projeta gastos da ordem de R$ 105,6 bilhões, em contexto ainda permeado de incertezas quanto à duração da pandemia e ao ritmo da vacinação", informa o relatório.

Para 2021, o governo já possui autorizados R$ 100,8 bilhões em gastos para o enfrentamento da pandemia. Desse total, R$ 69,3 bilhões são provenientes de créditos extraordinários abertos em 2021 e R$ 31,5 bilhões decorrem de créditos abertos em 2020. Parte dos créditos remanescentes de 2020 foram reabertos e incorporados ao
Orçamento deste ano

Ainda de acordo com o documento, a despesa com o auxílio emergencial deve ser a maior parcela dos gastos com a pandemia, e o segundo, com a vacinação, estimados em R$ 27,8 bilhões. Já a previsão de gastos com abono e seguro desemprego, em 2021, passou de R$ 61,2 bilhões para R$ 53,2 bilhões.

"Assim como no ano passado, o maior gasto de 2021 deve ficar por conta do auxílio a vulneráveis, R$ 44,8 bilhões. Esse valor tem como premissa uma duração de quatro meses para o programa e já inclui os gastos que, durante esse período, migrarão do PBF (Programa Bolsa Família) para o auxílio emergencial".

Apesar de parte dos beneficiários do Bolsa Família ter migrado para o auxílio emergencial, o governo ainda não alterou estimativa de gasto com o programa.

"[A migração] fez com que o gasto mensal do programa, que havia sido de R$ 2,7 bilhões de janeiro a março, caísse para R$ 1,2 bilhão, em abril. Se essa diferença persistir durante os quatro meses de vigência do auxílio emergencial e, nos meses seguintes, a despesa do PBF retornar ao patamar anterior, a despesa anual do programa deve ficar em R$ 26,2 bilhões. No entanto, o relatório extemporâneo não alterou a previsão de gasto com o PBF, que se mantém em R$ 34,9 bilhões".