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Inflação do aluguel dispara a 37,04% em 12 meses, maior nível desde o Real

O IGP-M é usado para os reajustes de contratos de aluguel - Getty Images/EyeEm
O IGP-M é usado para os reajustes de contratos de aluguel Imagem: Getty Images/EyeEm

Do UOL, em São Paulo*

28/05/2021 08h17Atualizada em 28/05/2021 09h47

O IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado) acelerou a 4,1% em maio, após ficar em 1,51% em abril. Com esse resultado o índice já acumula alta de 14,39% no ano e de 37,04% em 12 meses. Essa taxa é a maior desde o Plano Real, superando o acumulado de 32,97% de abril de 2003.

O indicador é usado para os reajustes de contratos de aluguel e foi divulgado hoje pela FGV (Fundação Getúlio Vargas). Em maio de 2020, o IGP-M havia subido 0,28% e acumulava alta de 6,51% em 12 meses.

A alta foi impulsionada, principalmente, pelo aumento nos preços das commodities (matérias-primas com cotação internacional). O IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo), que responde por 60% do índice geral e apura a variação dos preços no atacado, teve alta de 5,23% em maio, ante 1,84% em abril.

Os preços de commodities importantes voltaram a pressionar a inflação ao produtor. Em maio, o IPA avançou 5,23%, sob forte influência dos aumentos registrados para minério de ferro (de -1,23% em abril para 20,64% em maio), cana-de-açúcar (de 3,43% para 18,65%) e milho (de 8,70% para 10,48%). Essas três commodities responderam por 62,9% do resultado do IPA.
André Braz, coordenador dos índices de preços da FGV

Ainda no IPA, os itens bovinos (3,09% para 0,41%) e leite in natura (2,08% para 1,24%) tiveram aumentos menos intensos do que em abril, enquanto a laranja (-1,78% para -4,16%) intensificou a queda.

A pressão da alta dos preços para o consumidor também ficou maior no mês, com o IPC (Índice de Preços ao Consumidor), de peso de 30% sobre o índice geral, acelerando a alta a 0,61% em maio, de 0,44% em abril.

O grupo Habitação foi o principal responsável por essa leitura, com ganho de 1,16% em maio, ante alta de 0,39% no mês anterior. Os preços da tarifa de eletricidade residencial aceleraram a alta a 4,38% este mês, contra 0,06% em abril.

O INCC (Índice Nacional de Custo de Construção), por sua vez, passou a subir 1,8% no período, contra avanço de 0,95% em abril.

*(Com informações do Estadão Conteúdo e da Reuters)