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Randolfe propõe 'Lei Paulo Guedes' para vetar investimentos a alto escalão

Projeto de Randolfe quer dar mais transparência a questões financeiras com declarações de bens semestrais - Edilson Rodrigues/Agência Senado
Projeto de Randolfe quer dar mais transparência a questões financeiras com declarações de bens semestrais Imagem: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Do UOL, em São Paulo

05/10/2021 15h39Atualizada em 06/10/2021 09h59

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) informou que apresentou hoje um projeto de lei com o objetivo proibir agentes do Executivo Federal de alto escalão de investirem em operações financeiras de que possam ter informações privilegiadas em razão do cargo. O senador chamou o projeto de "Lei Paulo Guedes".

A proposta de Randolfe vale tanto para aplicações no Brasil quanto fora do país. Ela vem na esteira dos Pandora Papers, que revelaram que o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, possuem offshores que podem ter se beneficiado da política econômica brasileira.

Atualmente, não é proibido que agentes políticos tenham empresas ou investimentos como esses. Em maio de 2013 foi promulgada a lei 12.813, que trata de conflito de interesses para membros do Executivo. No entanto, ela não dispõe especificamente sobre a simples existência de investimentos ou participação em empresas.

Ao se manifestar sobre o tema, Paulo Guedes apontou que sua offshore foi declarada à Receita Federal e aos demais órgãos competentes, o que é exigido pela lei.

O projeto de Randolfe busca aumentar a rigidez deste controle, vedando completamente a participação em empresas ou manutenção de investimentos, caso eles possam se beneficiar diretamente de informações ou políticas elaboradas ou sobre as quais o agente público tenha conhecimento.

O senador também afirma que pretende trazer mais transparência a essas questões por meio da adoção de declarações de bens semestrais. Segundo ele, nestas declarações devem constar a origem e as mutações patrimoniais.

O UOL procurou o Ministério da Economia, que ainda não se manifestou sobre o assunto.

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