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Doria culpa 'incompetência do governo' por alta da gasolina; Lira rebate

Arthur Lira e João Doria divergem sobre alta dos combustíveis - Kleyton Amorim/UOL e Divulgação/Governo do Estado de São Paulo
Arthur Lira e João Doria divergem sobre alta dos combustíveis Imagem: Kleyton Amorim/UOL e Divulgação/Governo do Estado de São Paulo

Do UOL, em São Paulo

06/10/2021 09h17Atualizada em 06/10/2021 15h25

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), criticou pelas redes sociais a proposta defendida pelo presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), para mudar a forma como o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) é cobrado sobre os combustíveis. Lira respondeu à publicação e disse ser uma questão de "sensibilidade social".

Em uma série de publicações no Twitter, Doria disse que a culpa da alta dos preços da gasolina e afins não era do ICMS ou dos estados, mas do governo federal, "que fala muito e faz pouco".

Lira respondeu que mesmo que a alíquota do imposto não tivesse mudado, o preço do barril de petróleo quase triplicou, e que "em um momento de retomada econômica, todo o incentivo é bem-vindo".

Mais cedo, o presidente da Câmara defendeu a mudança, e admitiu que ela fará com que estados arrecadem menos. Entretanto, ele negou estar trabalhando contra qualquer ente da federação.

"Momentaneamente vai se arrecadar menos. Mas há quantos anos os estados estão arrecadando mais? Nesses três [sic] anos de pandemia, as contas estaduais foram abastecidas, e não vejo nenhum estado hoje, graças a Deus, com algum tipo de dificuldade que não possa suportar um ajuste momentâneo, numa crise em que o cidadão comum precisa de combustível mais barato para se locomover", disse Lira em coletiva.

Representantes dos estados e municípios defendem que a ideia seja rejeitada. "A política de preços da Petrobras é definida pela Petrobras. O problema não é o ICMS. Vamos trabalhar para que os parlamentares votem contra isso [projeto apresentado por Lira]", disse o presidente do Comsefaz (Comitê Nacional dos Secretários de Fazenda), Rafael Fonteles, à Folha.

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