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'Tomo de volta', diz Ciro Gomes sobre Bolsonaro cogitar venda da Petrobras

"Se venderem a Petrobras eu tomo de volta com as dívidas indenizações", declarou Ciro - Reprodução/Redes Sociais
'Se venderem a Petrobras eu tomo de volta com as dívidas indenizações', declarou Ciro Imagem: Reprodução/Redes Sociais

Colaboração para o UOL, em Brasília

27/10/2021 15h24

O pré-candidato ao Planalto pelo PDT, Ciro Gomes, disse ontem que, se Bolsonaro privatizar a Petrobras, ele comprará de volta a estatal, se for eleito em 2022.

"Se venderem, eu tomo de volta com as devidas indenizações. O que Bolsonaro e Guedes planejam, com essa absurda política de preços de combustíveis, é, nada menos, que a privatização da Petrobras", afirmou Ciro. "Baseia-se em dois polos: de um lado, tornar a Petrobras queridinha dos mercados internacionais. De outro, torná-la antipática ao povo brasileiro."

O ex-ministro classificou a intenção de venda por parte do presidente Jair Bolsonaro de "estratégia maligna", que serve para atender interesses internacionais.

"São duas as razões: fazer a Petrobras ser a queridinha dos estrangeiros, para vender, e fazer o povo brasileiro odiar a Petrobras, encerrando o amor e o respeito que nós sempre tivemos por essa grande corporação brasileira. São milhares de trabalhadores brasileiros que recebem em real e que estão do nosso lado", declarou o pré-candidato.

'Só dor de cabeça', diz Bolsonaro sobre estatal

Em entrevista à TV Jovem Pan News na manhã de hoje, o presidente Jair Bolsonaro voltou a falar hoje que considera privatizar a Petrobras. Segundo ele, a estatal só serve para lhe dar "dor de cabeça" e para prestar serviço a acionistas. Essa foi a terceira vez só em outubro que Bolsonaro cogitou a possibilidade de vender a estatal.

Na mesma entrevista, Bolsonaro elogiou o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), por ter anunciado o congelamento do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) do diesel durante a semana. "Ele deu exemplo", disse.

O anúncio de Zema, proferido em entrevista à CNN Brasil, foi feito após, na última quinta-feira (21), caminhoneiros do Estado terem paralisado para protestar contra as recentes altas no preço do diesel nas bombas dos postos.

"A partir de hoje estaremos congelando o ICMS do óleo diesel. Mesmo que ele venha aumentar, nós não reajustaremos o valor que é cobrado. Ou seja, o percentual começa a cair a cada aumento que o óleo diesel tiver", disse Zema à CNN Brasil.

O anúncio de Zema veio antes de a Petrobras anunciar novo aumento no preço do diesel vendido nas refinarias, que passou, desde ontem, de R$ 3,06 para R$ 3,34 (alta de R$ 0,28, ou 9,15%), medida que se reflete no valor registrado nas bombas.

Bolsonaro tem atribuído o preço alto da gasolina e de outros combustíveis ao ICMS, mas dados oficias mostram que são os reajustes da Petrobras o que mais têm pesado para o aumento do preço nas bombas.

Em outubro, a Câmara aprovou projeto que altera a cobrança do ICMS sobre combustíveis nos estados, prevendo uma alíquota específica fixa para tanto. A proposição, que aguarda trâmite no Senado, é criticada por governadores, que estimam perdas na arrecadação.

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