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Presidente da Espanha agradece após Lula elogiar reforma trabalhista local

Pedro Sánchez disse, em resposta ao ex-presidente brasileiro, que se trata de uma "conquista coletiva" - Reprodução: Ricardo Stuckert
Pedro Sánchez disse, em resposta ao ex-presidente brasileiro, que se trata de uma "conquista coletiva" Imagem: Reprodução: Ricardo Stuckert

Colaboração para o UOL

06/01/2022 09h28Atualizada em 06/01/2022 18h19

O presidente de Governo da Espanha, Pedro Sánchez, agradeceu, por meio das redes sociais nesta quinta-feira (6), o apoio do ex-presidente Lula (PT) à aprovação de uma nova reforma trabalhista para os espanhóis, que revisa as regras instituídas em 2012.

"Esta é uma conquista coletiva da Espanha, um compromisso do Governo e um exemplo de que, com diálogo e acordos, podemos construir um país mais justo e solidário. Obrigado, Lula, por reconhecer este novo modelo de legislação trabalhista que vai garantir os direitos de todos", escreveu.

Na terça-feira (4), também nas redes sociais, o petista afirmou que os brasileiros deveriam "acompanhar de perto" o que está acontecendo com a reforma trabalhista na Espanha. A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, também comentou o assunto, afirmando que a notícia é "alvissareira". "A reforma espanhola serviu de modelo para a brasileira e ambas não criaram empregos, só precarizaram direitos", disse.

Entre outras medidas, a nova reforma espanhola extingue os contratos por obra, limita os contratos temporários (que correspondem a cerca de 25% dos empregos no país) e estabelece regras mais rigorosas nas terceirizações.

Reforma no Brasil

No Brasil, a reforma trabalhista foi sancionada em 2017 pelo então presidente Michel Temer. O texto modificou regras sobre férias, jornada de trabalho e contribuição sindical, dentre outros pontos. Foram alterados 117 artigos da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), a maior mudança desde a sua criação. À época, um dos principais argumentos do governo Temer era de que a reforma facilitaria contratações: a promessa era de geração de até dois milhões de vagas em dois anos, e seis milhões em dez anos.

Em 2020, o próprio ex-presidente Temer admitiu que as projeções eram exageradas.

"Quero concordar com a sua afirmação (...) de que o nosso ministro [Henrique] Meirelles [do então Ministério da Fazenda] e Ronaldo Nogueira [da pasta de Trabalho e Emprego] exageraram nas suas previsões. (...) O que fizemos foi flexibilizar o contrato de trabalho, porque na minha cabeça estava o seguinte: é melhor você arrumar trabalho flexível do que não ter o emprego. (...) Se você me perguntar, você faria o mesmo? Eu faria o mesmo", afirmou Temer.

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