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Juro médio do rotativo do cartão de crédito é de 346,3% ao ano, aponta BC

Em janeiro do ano passado, juro médio cobrado pelos bancos no rotativo era de 329,7% ao ano, segundo o BC - Vaselena/Getty Images/iStockphoto
Em janeiro do ano passado, juro médio cobrado pelos bancos no rotativo era de 329,7% ao ano, segundo o BC Imagem: Vaselena/Getty Images/iStockphoto

Colaboração para o UOL, em São Paulo *

24/02/2022 10h39Atualizada em 24/02/2022 15h02

Em meio ao ciclo de alta acelerada da Selic, o juro médio total cobrado pelos bancos no rotativo do cartão de crédito caiu 1,1 ponto porcentual de dezembro para janeiro, disse o Banco Central. A taxa passou de 347,4% para 346,3% ao ano.

Em janeiro do ano passado, estava em 329,7%. O rotativo do cartão, juntamente com o cheque especial, é uma modalidade de crédito emergencial, muito acessada em momentos de dificuldades.

No caso do parcelado, ainda dentro de cartão de crédito, o juro passou de 168,4% para 172,5% ao ano. Considerando o juro total do cartão de crédito, que leva em conta operações do rotativo e do parcelado, a taxa passou de 63,5% para 67,3%.

Em abril de 2017, começou a valer a regra que obriga os bancos a transferir, após um mês, a dívida do rotativo do cartão de crédito para o parcelado, a juros mais baixos.

A intenção do governo com a nova regra era permitir que a taxa de juros para o rotativo do cartão de crédito recuasse, já que o risco de inadimplência, em tese, cai com a migração para o parcelado.

Cheque especial

Entre as principais linhas de crédito livre para a pessoa física, destaque para o cheque especial, cuja taxa passou de 127,9% ao ano para 128,4% ao ano de dezembro para janeiro. No crédito pessoal, a taxa ficou estável em 37,6% ao ano.

Desde 2018, os bancos estão oferecendo um parcelamento para dívidas no cheque especial. A opção vale para débitos superiores a R$ 200. Em janeiro de 2020, o BC passou a aplicar uma limitação dos juros do cheque especial, em 8% ao mês (151,82% ao ano).

Além da limitação do juro, os dados atuais refletem uma revisão realizada na série histórica do BC. Os números passaram a considerar o fato de alguns bancos cobrarem juro no cheque especial apenas após dez dias de atraso no pagamento da fatura.

Antes, era considerado todo o período de atraso. Esta mudança fez com que o nível do juro no cheque especial, na nova série histórica, fosse menor em anos anteriores.

* Com informações de Eduardo Rodrigues e Célia Froufe, da Estadão Conteúdo, em Brasília