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Internautas reclamam do aumento do preço do gás e correm às distribuidoras

O último reajuste no preço do gás de cozinha foi há 152 dias, em outubro de 2021 - Dirceu Portugal/Fotoarena/Estadão Conteúdo
O último reajuste no preço do gás de cozinha foi há 152 dias, em outubro de 2021 Imagem: Dirceu Portugal/Fotoarena/Estadão Conteúdo

Do UOL, em São Paulo

11/03/2022 22h25

O aumento no preço do gás de cozinha causou preocupação e levou as pessoas a correrem para as distribuidoras. O reajuste foi anunciado ontem pela Petrobras, e passou a valer hoje.

Nas redes sociais, as pessoas reclamam da alta, e fazem comparações com preços anteriores. Um morador de São Paulo disse que de ontem para hoje o preço do botijão foi de R$ 118 para R$ 130.

Teve até quem relatou estar estocando botijões pensando em um aumento futuro. Um internauta disse que, sabendo do aumento, a mãe se antecipou e foi até a distribuidora e encontrou "uma fila enorme para comprar".

Outra usuária do Twitter disse que o botijão dura aproximadamente um mês, e que o valor gasto ontem foi de R$ 125: "cada dia mais difícil", escreveu.

Um morador de Salvador lembrou que há cerca de três anos o botijão custava em torno de R$ 80. Nessa semana, por outro lado, pagou R$ 120.

Em outras localidades, segundo os internautas, o preço chega a R$ 145. A mesma mulher ressaltou que comprou duas cartelas de ovos por R$ 56.

Confira outras reações ao aumento:

Entenda o aumento

O reajuste nos preços da gasolina, diesel e GLP, o gás de cozinha, vale para as distribuidoras, e depende do repasse de cada revendedor para chegar ao consumidor final.

Nas distribuidoras, o preço médio da gasolina passa hoje de R$ 3,25 para R$ 3,86 o litro, um aumento de 18,77%. Para o diesel, o valor foi de R$ 3,61 a R$ 4,51, alta de 24,9%. O gás de cozinha passou de R$ 3,86 para R$ 4,48 por quilo, um reajuste de 16%.

A última alteração no preço dos combustíveis foi há quase dois meses, em 11 de janeiro. Já o GLP foi reajustado em outubro do ano passado, há 152 dias.

Com isso, a estimativa é que o preço médio da gasolina nas bombas passe de R$ 6,57 o litro para R$ 7,02. Já o diesel pode ir dos atuais R$ 5,60 para R$ 6,48 o litro. O cálculo é da Fecombustíveis (Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e Fertilizantes) e leva em conta o Levantamento de Preços da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).

O anúncio da Petrobras levou motoristas a fazerem filas nos postos, em uma tentativa de abastecer os veículos antes que o repasse ocorra ao consumidor final. O Procon-SP anunciou ontem que os consumidores devem ficar de olho em reajustes nos preços das bombas antes que os postos troquem os estoques — o aumento, neste caso, pode render multa.