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Inflação: Cenoura sobe 31% em março; preço mais do que dobra no último ano

Preço da cenoura disparou 166% em um ano, e chegou a virar meme e alvo de protestos em março - Getty Images
Preço da cenoura disparou 166% em um ano, e chegou a virar meme e alvo de protestos em março Imagem: Getty Images

Anaís Motta

Do UOL, em São Paulo

08/04/2022 12h45Atualizada em 08/04/2022 12h45

Os alimentos para consumo em casa foram um dos principais responsáveis pela inflação de 1,62% registrada em março, a maior para o mês desde 1994, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (8) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Só o preço da cenoura — que até virou meme e alvo de protestos no início do mês — subiu 31,47%, acumulando alta de 166,17% no último ano.

A maior contribuição dentro desse grupo, porém, veio do tomate. Com preços 27,22% em março mais altos em março, o impacto foi de 0,08 ponto percentual na alta total registrada entre alimentos e bebidas (2,42%).

O leite longa vida, o ovo e o pão francês, muito afetado pela guerra entre Rússia e Ucrânia devido à crise de grãos, também ficaram mais caros no mês passado.

Em fevereiro, o grupo "alimentação" já havia subido 1,28%.

Veja algumas das maiores variações registradas entre alimentos e bebidas, de acordo com o IBGE:

  • Melão: 35,18%
  • Cenoura: 31,47%
  • Repolho: 26,72%
  • Tomate: 27,22%
  • Melancia: 12,29%
  • Cebola: 10,55%
  • Leite longa vida: 9,34%
  • Óleo de soja: 8,99%
  • Alface: 8,87%
  • Ovo de galinha: 7,08%
  • Feijão carioca: 6,43%
  • Sal: 3,57%
  • Pão francês: 2,97%
  • Café moído: 2,87%
  • Arroz: 2,69%

Filé mignon cai

Entre os poucos alimentos que ficaram mais baratos em março, destaque para a carne de carneiro e o filé mignon, cujos preços caíram 8,84% e 4,35%, respectivamente. Algumas frutas, como pera, maracujá e limão, também tiveram redução -mas insuficiente para segurar a alta da inflação.

Algumas das maiores quedas registradas no mês passado foram:

  • Banana-maçã: -12,35%
  • Limão: -12,12%
  • Carne de carneiro: -8,84%
  • Pera: -7,56%
  • Maracujá: -7,38%
  • Abobrinha: -6,69%
  • Filé mignon: -4,35%
  • Feijão mulatinho: -3,61%
  • Mandioca: -3,05%
  • Frango em pedaços: -2,03%
  • Fubá de milho: -1,59%
  • Chá mate: -1,06%
  • Carne de porco: -0,51%
  • Peixe (pescada): -0,35%
  • Pão de queijo: -0,27%

Comer fora

No grupo "alimentação fora do domicílio", a refeição subiu 0,6% em março, depois de ficar próxima à estabilidade no mês anterior (0,02%). Já o lanche teve alta de 0,76% — uma desaceleração frente a fevereiro, quando subiu 0,85%.

O cafezinho foi o item com maior variação (2,31%), seguido pelo sorvete (1,77%) e por outras bebidas alcoólicas (1,33%).

Confira todas as porcentagens:

  • Cafezinho: 2,31%
  • Sorvete: 1,77%
  • Outras bebidas alcoólicas: 1,33%
  • Refrigerante e água mineral: 0,88%
  • Lanche: 0,76%
  • Refeição: 0,6%
  • Cerveja: 0,07%
  • Doces: -0,03%
  • Vinho: -2,53%