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LinkedIn vai pagar US$ 1,8 mi a funcionárias que recebiam menos que homens

O LinkedIn concordou em avaliar suas políticas de remuneração e fazer ajustes salariais - Reprodução/Vibizmedia.com
O LinkedIn concordou em avaliar suas políticas de remuneração e fazer ajustes salariais Imagem: Reprodução/Vibizmedia.com

Colaboração para o UOL, em Belo Horizonte

04/05/2022 14h25

O LinkedIn firmou um acordo com o Departamento do Trabalho dos Estados Unidos e deverá pagar US$ 1,8 milhão (R$ 8,9 milhões) a funcionárias que receberam remunerações menores do que os colegas homens entre 2015 a 2017.

A informação foi confirmada ontem, em um comunicado divulgado à imprensa norte-americana pelo departamento. Nele, o órgão informou que a plataforma de rede profissional negou pagamento igual a 686 mulheres no escritório localizado em São Francisco e também em sua sede, na cidade de Sunnyvale, na Califórnia.

De acordo com o jornal The New York Times, as mulheres trabalhavam em funções de engenharia, marketing e produtos. O acordo de conciliação diz que, durante uma avaliação de rotina, o órgão constatou que as mulheres eram remuneradas "a uma taxa estatisticamente menor" do que seus colegas do sexo masculino.

"Nosso acordo garantirá que o LinkedIn entenda melhor suas obrigações como contratante federal", afirmou Jane Suhr, diretora regional do Escritório de Programas Federais de Conformidade de Contratos do Departamento do Trabalho.

Em comunicado também divulgado ontem, o LinkedIn negou que tenha discriminado certos funcionários. "Embora tenhamos concordado em resolver este assunto, não concordamos com a reivindicação do governo".

O valor estipulado prevê US$ 1,75 milhão (R$ 8,74 milhões) em salários atrasados e mais de US$ 50 mil (R$ 249 mil) em juros a serem pagos às mulheres. O LinkedIn também concordou em enviar relatórios ao Departamento do Trabalho americano nos próximos três anos, enquanto avalia suas políticas de remuneração e faz ajustes salariais.