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Em evento, Lula diz que Estado precisa parar de falar 'sim' aos banqueiros

O ex-presidente Lula (PT) durante evento em SP - UOL
O ex-presidente Lula (PT) durante evento em SP Imagem: UOL

Do UOL, em São Paulo

27/05/2022 22h37Atualizada em 30/05/2022 10h37

O ex-presidente e pré-candidato à presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou hoje que o Estado brasileiro precisa parar de dizer "sim" e favorecer banqueiros e empresários. A fala ocorreu em um evento com o ex-mandatário e movimentos sociais.

"A única razão pela qual nós temos interesse de disputar a eleição é para poder provar que o Estado brasileiro pode atender e tratar vocês com a dignidade que o movimento social e o povo trabalhador precisa", começou.

E continuou: "É preciso parar de dizer não ao povo trabalhador, sofrido, aos que querem casa, educação, saúde, saneamento básico, água potável, direitos humanos. É preciso parar de dizer 'não' a esses e de dizer 'sim' aos banqueiros, aos empresários, aqueles que, às vezes, só vêm aqui para explorar o povo trabalhador. É preciso inverter".

O petista criticou ainda a discussão de medidas que apenas beneficiam o setor empresarial e não focam dos trabalhadores brasileiros.

"Ao invés de a gente ficar discutindo responsabilidade fiscal para garantir dinheiro para banqueiro, nós temos que discutir responsabilidade social para pagar a dívida que nós temos com o povo trabalhador desse país. Não é possível que o nosso povo continue sofrendo. Não é possível que tudo para o trabalhador seja mais difícil. Que nós fiquemos tanto tempo sem aumento de salário mínimo", opinou o político.

Pesquisa

Pesquisa Datafolha contratada e divulgada ontem pelo jornal Folha de S.Paulo apontou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera a corrida eleitoral de 2022 para Presidência da República e venceria o pleito em primeiro turno. O petista aparece com 48% das intenções de voto.

Com 48%, Lula possui mais intenções de voto do que os demais pré-candidatos somados (40%) e, por isso, vence em primeiro turno. Levando em conta apenas os votos válidos (exclui-se votos nulos, brancos e não sabem), o petista chega a 54%, enquanto Bolsonaro alcança 30%.