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Lira não vê problema em instalar CPI da Petrobras em ano eleitoral

Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara - Paulo Sérgio/Câmara dos Deputados
Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara Imagem: Paulo Sérgio/Câmara dos Deputados

Colaboração para o UOL, em Brasília

20/06/2022 22h53

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), disse hoje que o líder do PL, partido do presidente Jair Bolsonaro, na Casa, Altineu Côrtes, apresentará amanhã pedido de abertura de CPI para investigar a gestão e as políticas de preços e lucros da Petrobras. O movimento por parte de governistas foi provocado pelo aumento no preço dos combustíveis anunciado pela estatal na sexta-feira (17), quando a empresa reajustou o valor da gasolina em 5,2% e o do diesel em 14,2%.

"Os partidos estão conversando, cada um com seu convencimento, os líderes vão conversar com seus deputados, para dar respaldo ou não a esse pedido. E CPI é lícito e normal. A formatação feita por qualquer deputado ou qualquer partido. Com relação a isso, nós temos só o regimento pra cumprir com relação às possibilidades de como venha, se tiver com todos os embasamentos, assinaturas necessárias, fato determinado, teria a instalação", disse em entrevista a jornalistas.

O grupo, composto por apoiadores de Bolsonaro, precisa do apoio de ao menos 171 parlamentares para a instauração da CPI. O PT afirmou que não apoia a iniciativa. "Os partidos estão cada um com seu convencimento, vão conversar com seus deputados para dar respaldo à CPI. Com relação a isso, nós temos só o regimento para cumprir com relação às possibilidades de como vem, assinaturas necessárias e fatos determinados e sua devida instalação", afirmou o congressista.

Mais cedo, a Folha de S.Paulo havia publicado artigo em que Lira afirma que a presidência da Petrobras foi "sequestrada por um presidente ilegítimo".

"O fato de a Petrobras ter hoje sua presidência sequestrada por um presidente ilegítimo, que não representa o acionista majoritário e pratica o terrorismo corporativo como vingança pessoal contra o presidente da República, é apenas o cúmulo do absurdo dos paroxismos que tomaram conta da empresa", diz o deputado.

"A grande questão da Petrobras hoje é que ficou escancarada sua dupla face: quando quer ganhar tratamento privilegiado do Estado brasileiro, a empresa se apresenta como uma costela estatal. Mas, na hora em que lucra bilhões e bilhões em meio à maior crise da história do último século, ela grita o coro da "governança" e se declara uma capitalista selvagem. Chegou a hora de tirar a máscara da Petrobras."