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'Nem R$ 5.000 resolvem', diz frente parlamentar sobre vale a caminhoneiros

Deputado federal Nereu Crispim (PSD-RS) - Paulo Sérgio/Câmara dos Deputados
Deputado federal Nereu Crispim (PSD-RS) Imagem: Paulo Sérgio/Câmara dos Deputados

Caíque Alencar

Do UOL, em São Paulo

23/06/2022 10h12Atualizada em 23/06/2022 16h09

O deputado federal Nereu Crispim (PSD-RS), presidente da Frente Parlamentar dos caminhoneiros no Congresso, criticou a proposta avaliada pelo governo do presidente Jair Bolsonaro (PL) de criar um "auxílio-caminhoneiro" no valor de até R$ 1.000 por mês. Por meio de nota, o parlamentar disse que "nem 5 mil reais resolvem" e ainda acusou a medida de ser uma "presepada".

"Há inclusive algumas vedações para criar essas mágicas assistencialistas devido a ser ano eleitoral! Vamos aguardar a presepada que irão inventar! Estão, como se diz no dito popular, como baratas tontas tentando há quase quatro anos tentando efetuar alguma entrega para os caminhoneiros e não fizeram nada vezes nada!", disse Crispim.

O deputado também atacou o ex-ministro Tarcísio de Freitas, hoje pré-candidato ao governo do estado de São Paulo com o apoio de Bolsonaro. "Se dizia interlocutor do governo junto aos caminhoneiros, [mas] empurrou e empurrou e saiu do governo sem entregar nenhuma solução das pautas reivindicadas na paralisação de maio 2018", acrescentou o líder da categoria no Congresso.

Caminhoneiro não quer assistencialismo para ficar refém de político que a qualquer momento pode fazer chantagem eleitoral! Quer política sustentável para administrar seu negócio sem interferência estatal!
Deputado federal Nereu Crispim (PSD-RS), líder da frente parlamentar dos caminhoneiros

O deputado ainda questionou de onde viria o dinheiro para o auxílio. "Qual pedalada que irão dar para arrumar o dinheiro para essa aventura se estão votando renúncia fiscal com redução de alíquota de ICMS [Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços] e irão pagar a conta para os estados?", disse.

Para resolver o impasse, Crispim sugere que haja uma reunião do governo com a frente parlamentar dos caminhoneiros, encontro que, segundo ele, já havia sido solicitado há semanas. "Eles não escutam o paciente para saber qual doença e qual é o remédio necessário! Todos os dias inventam uma proposta Tabajara sem pé e sem cabeça."

Na terça-feira (21), governo e parlamentares sinalizaram com a possibilidade de incluir a criação da bolsa-caminhoneiro e o aumento do vale-gás na PEC (Proposta de Emenda à Constituição) em tramitação no Congresso para compensar Estados pela redução do ICMS dos combustíveis. As primeiras sugestões eram de um benefício de R$ 400 para compensar a categoria pelos aumentos recentes no diesel. A referência foi o valor pago no Auxílio Brasil.