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Líder caminhoneiro pede que Bolsonaro pare de ouvir Guedes: 'Sem esmola'

A "esmola" à qual Chorão se refere é um auxílio planejado pelo governo para os caminhoneiros para tentar amenizar a alta do diesel - Divugação/Arquivo pessoal,
A "esmola" à qual Chorão se refere é um auxílio planejado pelo governo para os caminhoneiros para tentar amenizar a alta do diesel Imagem: Divugação/Arquivo pessoal,

Colaboração para o UOL

27/06/2022 19h45Atualizada em 28/06/2022 11h37

O líder de caminhoneiros Wallace Landim, conhecido como Chorão, pediu, em entrevista ao apresentador José Luiz Datena nesta segunda-feira (27), que o presidente Jair Bolsonaro (PL) "pare de ouvir" o ministro da Economia, Paulo Guedes, em relação aos combustíveis.

"Não queremos esmola, queremos dignidade para poder trabalhar. Não queremos nos tornar 'pedintes', queremos que o governo tenha responsabilidade e faça algo de concreto. Pare de ouvir Paulo Guedes", afirmou.

A "esmola" à qual Chorão se refere é um auxílio planejado pelo governo para os caminhoneiros para tentar amenizar a alta do diesel. O valor do benefício seria de R$ 1.000, e foi batizado de "Pix Caminhoneiro".

Durante a entrevista, o líder de caminhoneiros também afirma que a categoria pode paralisar caso haja novo aumento. "A gente tá se sentindo como palhaço. Agora estou no momento de organizar os grupos por regiões. Eu estou afirmando que pode ter greve de caminhoneiro, sim. Acho que estou muito mais preocupado com a classe mais baixa do que o próprio governo federal. Se tiver esse aumento, vamos parar esse país novamente".

O UOL apurou que o ministro da Economia, Paulo Guedes, já bateu o martelo no valor de R$ 1.000, mas há entraves, porque a lei eleitoral proíbe a criação de benefícios em ano de eleição. Para driblar a lei, em tese, o novo auxílio só seria possível a partir de uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição), mecanismo que o governo pretende usar. Mas mesmo essa alternativa está sujeita a questionamentos na Justiça.

O presidente Jair Bolsonaro (PL) sancionou, em edição extra do Diário Oficial da União, o projeto de lei aprovado no Congresso que limita o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). Porém, o chefe do Executivo vetou a compensação aos estados para manter os mesmos valores de gastos com saúde e educação de antes da sanção.

A economia que o governo terá com essa não compensação aos estados seria o necessário para financiar o aumento do Auxílio Brasil e lançamento do benefício aos caminhoneiros.