PUBLICIDADE
IPCA
-0,68 Jul.2022
Topo

Políticos pedem investigação de presidente da Caixa por supostos assédios

O presidente da Caixa, Pedro Guimarães - Valter Campanato/Agência Brasil
O presidente da Caixa, Pedro Guimarães Imagem: Valter Campanato/Agência Brasil

Do UOL, em São Paulo

28/06/2022 20h36Atualizada em 29/06/2022 16h14

Políticos brasileiros pediram "investigação" e afastamento do presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Duarte Guimarães, após denúncias de assédio sexual feitas por funcionárias ao site Metrópoles. Os casos relatados incluem toques íntimos não autorizados, abordagens inadequadas e convites incompatíveis à relação de trabalho.

A pré-candidata à Presidência da República Simone Tebet (MDB) ressaltou que "assédio sexual é crime", e pediu investigações "rigorosas e imediatas". A senadora também disse que o presidente do banco deve ser afastado imediatamente até que as apurações sejam concluídas.

"Um banco vive de credibilidade e um banco público não pode admitir um assediador em potencial no principal cargo da instituição", escreveu no Twitter.

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) ressaltou que "são graves" as acusações. O parlamentar lamentou o caso após uma semana de "notícias devastadoras sobre violência sexual".

"Acabei de pedir a convocação de Guimarães na Comissão de Direitos Humanos", disse.

Pré-candidato à Câmara dos Deputados no pleito deste ano, Guilherme Boulos (PSOL) disse que "o bolsonarismo não falha". O político também exigiu investigações e punição.

A deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ) ressaltou que mulheres correm perigo em todos os lugares e que "nem mesmo em um ambiente corporativo, de um grande banco público" elas escapam. A parlamentar disse sentir "nojo" e exigiu "apuração e punição".

A deputada federal e presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, chamou de "repugnante" as denúncias e defendeu o afastamento de Guimarães da presidência da Caixa.

Nesta quarta-feira (29), dia seguinte às denúncias, o pré-candidato ao Senado pelo Paraná Sergio Moro (União) comentou o caso, sem citar o nome de Pedro Guimarães. O ex-juiz disse que tem uma filha e "não gostaria que alguém fizesse isso com ela".

"Os fatos têm que ser apurados, mas não se pode transigir com ataques às mulheres por pessoas que abusam do poder", disse.

Pedro Guimarães é presidente da Caixa desde o início do atual governo. O chefe da estatal é presença frequente em eventos ao lado de Jair Bolsonaro (PL), além de participar várias vezes da live semanal do presidente.