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Fiesp diz apoiar reforma tributária, mas não quer pagar impostos por outros

Deputado Aguinaldo Ribeiro (esq.), Josué Gomes, presidente da Fiesp (centro) e o deputado Reginaldo Lopes (dir.) - Mariana Desidério/UOL
Deputado Aguinaldo Ribeiro (esq.), Josué Gomes, presidente da Fiesp (centro) e o deputado Reginaldo Lopes (dir.) Imagem: Mariana Desidério/UOL

Do UOL, em São Paulo

03/04/2023 15h55

As possíveis exceções na reforma tributária para setores como saúde e educação não podem significar mais imposto para a indústria. Foi o que disse o presidente da Fiesp, Josué Gomes.

O que aconteceu

Uma reunião da diretoria da Fiesp desta segunda-feira (3) debateu a reforma tributária. O encontro teve a presença de deputados que integram o grupo de trabalho da Câmara para a reforma tributária.

Josué Gomes manifestou apoio à reforma. Mas disse que a entidade "não pode admitir" que possíveis exceções à regra geral do imposto signifiquem mais tributos para a indústria de transformação.

O modelo a ser adotado para setores que podem ter algum tratamento diferenciado ainda precisa ser definido. Foi o que disse o coordenador do grupo de trabalho da reforma tributária na Câmara dos Deputados, o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG). Dentre esses setores estão saúde, educação, agroindústria, entidades sociais e transporte coletivo.

Josué Gomes também afirmou que os setores que temem que a reforma aumentará a carga tributária não estão fazendo as contas certas. Dentre esses setores, está o de serviços, que paga proporcionalmente menos impostos do que a indústria.

O que é a reforma tributária

A reforma tributária em discussão no Congresso prevê a implementação do IVA (Imposto de Valor Agregado). O IVA pretende unificar cinco impostos (IPI, PIS, Cofins, ICMS e ISS) em um único imposto.

Pela proposta, o imposto incide sobre o consumo, sem diferenciação entre produtos e serviços. A proposta prevê o desconto do tributo pago em transações entre empresas, com o objetivo de desonerar indústrias de cadeia mais longa.

O texto debatido no grupo de trabalho da reforma tributária deve ser apresentado para debate no plenário da Câmara no final de maio.

O que a Fiesp disse

A Fiesp é a favor da reforma do IVA, porém, ela não pode admitir que a alíquota suba para os bens da indústria de transformação de maneira a compensar as necessárias e justificadas exceções que teremos para alguns setores.
Josué Gomes, presidente da Fiesp

Muitos setores hoje, talvez por estarem desinformados, talvez por não terem feito as contas certas, acham que o IVA trará aumento de carga tributária para aquele setor. Não é verdade.
Josué Gomes