Conteúdo publicado há 9 meses

Após críticas a juros, Haddad elogia ata do Copom: 'Sinalização importante'

O ministro Fernando Haddad (Fazenda) elogiou a ata do Copom divulgada hoje e disse que a sinalização do órgão do BC sobre um corte na taxa de juros em agosto foi "o mais importante" do comunicado.

O que aconteceu?

Haddad falou que há "consenso" na diretoria do comitê para reduzir a Selic. "O fato de que há uma sinalização clara de boa parte da diretoria de que os efeitos das taxas de juros elevadas produziram os resultados e o risco fiscal está afastado é o mais importante", disse o ministro.

O Copom manteve, na semana passada, a taxa básica de juros em 13,75% ao ano, apesar da pressão de entidades e de integrantes do governo Lula. O próprio presidente foi um dos que criticou a decisão do comitê. Ele disse que Roberto Campos Neto, presidente do BC, "joga contra a economia brasileira".

O percentual mantido pelo órgão do BC foi o mesmo das últimas oito reuniões, desde agosto de 2022, considerando a primeira elevação da taxa e as sete manutenções até hoje.

O Brasil está numa trajetória fiscal sustentável e, portanto, a harmonização da política fiscal com a monetária, que é algo que defendo desde dezembro, eu acredito que possa acontecer brevemente." Fernando Haddad, ministro da Fazenda

Ex-chefe do BC defendeu o banco

Em coluna publicada no jornal O Estado de São Paulo, Henrique Meirelles disse que só uma "política fiscal séria" vai reduzir os juros no país. Para ele, "não são ataques" que vão fazer a taxa cair. Meirelles também já foi ministro da Fazenda.

Arcabouço fiscal "pode não ser suficiente", disse o ex-ministro. Na avaliação de Meirelles, o encaminhamento da proposta para última votação é "importante", mas ele destacou as três exceções ao teto de gastos acrescentadas do relator da proposta no Senado.

O senador Omar Aziz (PSD-AM) tirou do limite o Fundeb (Fundo Nacional da Educação Básica), o Fundo Constitucional do Distrito Federal e as despesas com ciência, tecnologia e inovação.

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"A justificativa pública de que gastos com ciência e tecnologia são baixos - cerca de R$ 7 bilhões em valores para este ano - e necessários é comum e insuficiente", escreveu Meirelles.

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