Conteúdo publicado há 9 meses

Após redução da Selic, Alckmin diz que taxa 'continua extremamente elevada'

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), classificou a redução na taxa Selic como uma decisão "importante" do Banco Central, mas ponderou que a taxa básica de juros da economia continua "extremamente elevada".

O que disse Alckmin:

O presidente em exercício durante viagem de Lula (PT) para os Estados Unidos afirmou que a taxa elevada "prejudica o consumo das famílias, o investimento das empresas e as contas do governo".

Alckmin disse que espera que Banco Central "reconheça" nas próximas reuniões "o compromisso" com o equilíbrio fiscal, que "resultará da combinação de um novo arcabouço com uma reforma tributária que racionalizará a arrecadação e dará mais competitividade para a economia brasileira", escreveu o vice-presidente.

Nesta quarta-feira (20), o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central decidiu reduzir a taxa básica de juros da economia em 0,5 ponto percentual, de 13,25% para 12,75% ao ano. Como o novo corte, o segundo consecutivo, a Selic chega ao menor patamar desde junho de 2022, quando também estava em 12,75%.

Comitê sinalizou novos cortes de 0,5 ponto nas próximas reuniões. "Esse é o ritmo apropriado para manter a política monetária contracionista necessária para o processo desinflacionário", diz o Copom, que se reúne novamente nos dias 31 de outubro e 1º de novembro.

Com Selic a 12,75%, país deixa liderança do ranking de juros reais. Segundo levantamento global da Infinity Asset Management, os juros reais — isto é, descontados da inflação — estão em 6,40% ao ano no Brasil. O país aparece atrás do México (6,61%), que agora lidera a lista.

Governistas comemoram nova redução na Selic

Alexandre Padilha, ministro das Relações Institucionais, afirmou que a medida "só reforça a melhora real no ambiente econômico do Brasil".

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Paulo Pimenta, ministro da Secom (Secretaria de Comunicação Social), disse que a decisão do Banco Central é "fundamental para aquecer ainda mais o mercado".

Gleisi Hoffmann (PT-PR), deputada federal e presidente do PT (Partido dos Trabalhadores), afirmou que o Brasil já "perdeu tempo demais com uma política monetária errada".

Ricardo Cappelli, secretário-executivo do Gabinete de Segurança Institucional, destacou que o "Brasil está voltando a ser feliz".

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André Janones (Avante-MG), deputado federal, disse que o segundo corte na Selic "vai representar maiores investimentos para o país".

Rui Costa, ministro da Casa Civil, escreveu que a "expectativa é que essa trajetória se mantenha e que os juros caiam ainda mais para o Brasil continuar a gerar emprego em todas as áreas".

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