Marinho diz que Banco Central precisa 'estudar fundamentos da economia'

O ministro do Trabalho e Emprego Luiz Marinho afirmou em coletiva hoje que o Banco Central precisa "estudar um pouco fundamentos da economia".

O que aconteceu

"Está faltando estudar um pouco fundamentos da economia", disse Marinho. O ministro do Trabalho afirmou que a entidade monetária está realizando o controle da inflação de forma "burra", ao aumentar juros e realizando cortes no crédito.

Para ministro, "jeito inteligente" de controlar inflação é pela oferta. Luiz Marinho indicou que o país deveria aumentar a produção e o número de empregos, para assim fazer crescer o poder de compra do povo e a demanda, podendo assim reduzir a inflação. Já o Banco Central, segundo ele, deve colaborar com a economia por meio da redução dos juros.

As empresas precisam chegar à seguinte conclusão fácil. Nós vamos crescer os empregos, tem investimento para isso, estão acontecendo os investimentos. Se vai crescer o número de empregos, vai crescer a demanda de consumo. Vai crescer a demanda de consumo, as empresas não devem esperar faltar mercadoria para lá na gôndola do supermercado. Eles têm que antecipar a velocidade da linha, contratando mais gente, botando mais oferta de produtos. É assim que controla a inflação, de forma inteligente.
Luiz Marinho, ministro do Trabalho

O UOL entrou em contato com o Banco Central em busca de posicionamento, mas não recebeu retorno. Este espaço segue aberto para manifestações.

Banco Central reduziu juros a 10,75% ao ano

Comitê de Política Monetária do Banco Central reduziu a taxa básica de juros da economia. Taxa foi de 11,25% para 10,75% ao ano, a sexta queda consecutiva e a menor taxa em 2 anos. A decisão ocorreu na última quarta-feira (20).

A decisão foi unânime. O Copom diz que ambiente externo continua volátil, com debates sobre o início da flexibilização de política monetária nas principais economias mundiais e sobre a velocidade de queda da inflação em diversos países. Para o Comitê, o cenário é de cautela para mercados emergentes.

No Brasil, os indicadores de atividade econômica seguem consistente com o cenário de desaceleração da economia antecipado pelo Copom. "A inflação cheia ao consumidor manteve trajetória de desinflação, enquanto as medidas de inflação subjacente se situaram acima da meta para a inflação nas divulgações mais recentes", diz o Copom.

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Juros menores deixam o crédito mais barato, favorecendo o consumo. Cortes na Selic têm reflexo nas taxas cobradas por bancos e lojas, o que ajuda a impulsionar o consumo das famílias. Esse efeito não é imediato, e os impactos mais relevantes serão sentidos pela população ao longo do tempo.

Com mais crédito, famílias têm alívio no orçamento. A Selic é chamada de taxa "básica" porque serve como referência para outros juros do mercado, como os cobrados em empréstimos e financiamentos. Ou seja: quem vai financiar um carro ou um imóvel, por exemplo, pode ter um respiro.

*Com Estadão Conteúdo

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