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Vendas e lançamentos de imóveis recuam em 2015, diz Abrainc

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RIO DE JANEIRO, 18 Fev (Reuters) - As vendas e lançamentos de imóveis no Brasil caíram em 2015, diante da confiança baixa de consumidores e empresas do setor frente ao cenário econômico, informou nesta quinta-feira (18) a Abrainc (Associação Brasileira de Incorporadoras Mobiliárias).

Em 2015, os lançamentos somaram 60.274 mil unidades, queda de 19,3 % frente a 2014. As vendas perderam 15,1%, a 108.906 mil unidades. Em 2015, o mercado vendeu cerca de 80% a mais do que lançou.

Devoluções

Ainda assim, o setor encerrou o ano com estoque de 109,4 mil unidades, pouco abaixo das 110,6 mil de um ano antes. Esse descasamento é explicado em parte pelo aumento do número de distratos --cancelamento do contrato e devolução do imóvel.

No último trimestre, os distratos somaram 12.850 casos, número 20,2% maior que um ano antes.

Segundo a Abrainc, no entanto, houve recuo na proporção distratada das vendas, que cuja proporção em relação às vendas caiu de 2,4% para 0,1% entre os quartos trimestres de 2014 e de 2015.

"Há uma preocupação maior dos incorporadores na análise do potencial comprador. A qualidade da venda melhorou e a compra por impulso ou para fazer ganho rápido hoje está mais madura, as pessoas não estão enxergando potencial de valorização rápida", disse o diretor de comunicação da Abrainc, Luiz Fernando Moura.

No quarto trimestre, os lançamentos caíram 29,6% e as vendas, 19,8%, ante mesmo período de 2014.

No último trimestre de 2015, foi vendido o equivalente a 20,8% da oferta, queda de 1,2 ponto percentual em relação ao trimestre anterior e de 3,4 pontos sobre o último trimestre de 2014.

"Os lançamentos estão mais restritos por todo o cenário, com diminuição nas vendas, mas num patamar mais alto do que a quantidade lançada. Por isso, há uma resiliência na demanda", disse o vice-presidente executivo da Abrainc, Renato Ventura.

Para a entidade, o cenário só vai se recuperar quando a crise política e econômica no país for resolvida, mas a tendência é que os preços se normalizem, refletindo custos e acompanhando taxas inflacionárias para haver produção.

(Por Juliana Schincariol; edição de Aluísio Alves) 

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