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Vale avalia a venda de até US$ 15 bi em ativos no biênio 2016-2017

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A mineradora Vale avalia que a venda de ativos da companhia poderá chegar a até US$ 15 bilhões no biênio 2016-2017, entre ativos essenciais e não essenciais, enquanto busca lidar com os baixos preços do minério de ferro, seu principal produto, e sua grande dívida.

Em apresentação feita a investidores em Miami nesta terça-feira (10) e publicada em seu site na internet, a empresa reduziu a expectativa de vendas de ativos não essenciais para entre US$ 4 bilhões e US$ 5 bilhões, neste ano, ante a previsão do início do ano, de vender até US$ 5,5 bilhões.

A mudança veio no mesmo dia em que a empresa anunciou o encerramento sem sucesso das negociações com a norueguesa Norsk Hydro para venda de sua participação de 40% na Mineração Rio do Norte (MRN), produtora de bauxita no Brasil.

Segundo a Vale, ambas as companhias "não conseguiram concordar com os termos comerciais".

Valores das negociações não chegaram a ser publicados e a MRN foi retirada da lista de venda de ativos pela Vale. Outro tópico que saiu da lista foi a intenção de vender ativos de fertilizantes. A empresa não apresentou motivos.

A lista da Vale de desinvestimentos e transações estratégicas potenciais com ativos não "core" inclui a venda de navios e de negócios de energia e carvão.

Para chegar aos US$ 15 bilhões, a Vale avalia também transações potenciais de ativos "core" de US$ 10 bilhões, com foco na redução da dívida líquida, entre 2016 e 2017. Para isso, a empresa estuda o portfolio da empresa no longo prazo.

A empresa não apresentou detalhes sobre potenciais vendas, mas, em declarações recentes, o presidente da mineradora, Murilo Ferreira, afirmou que não havia restrições sobre quais os ativos essenciais que podem ser vendidos.

Planos para suportar a crise

Na apresentação, a Vale também apontou medidas para se tornar mais competitiva, incluindo ajustar a estratégia no setor de minério de ferro para melhorar as margens.

A empresa reiterou que os prêmios para alta qualidade caíram recentemente, com menor necessidade por produtividade. Um dos ajustes previstos pela empresa seria uma mudança no plano de lavra para permitir maior produção de produto com alta sílica.

"A nossa estratégia nos permitirá ajustar e adaptar melhor a nossa oferta de produtos para o mercado", afirmou a companhia.

No mercado de níquel, segundo a Vale, as projeções indicam um déficit potencial em 2016 de cerca de 50 mil toneladas no mercado global, mas os estoques certificados em bolsa continuam em nível elevado. A oferta de níquel, projetou a empresa, deve contrair 5% neste ano.

Já no mercado de cobre, a Vale prevê uma sobreoferta no médio prazo, com déficit em 2020. "O mercado de cobre deve estar mais balanceado em 2016, com uma sobreoferta nos próximos anos", afirmou a empresa.

Para a Vale, os seus segmentos de negócios de cobre, carvão e fertilizantes estarão em uma melhor posição competitiva no futuro próximo, com o avanço de diversos projetos.

(Por Marta Nogueira)

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