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REUTERS SUMMIT-Sanções dos EUA podem complicar, mas não interromper comércio de petróleo do Irã

LONDRES (Reuters) - Um aumento nas sanções dos Estados Unidos contra Teerã pode gerar um temor adicional em potenciais compradores de petróleo do Irã, embora a oferta para a Europa deva provavelmente permanecer ininterrupta, disseram as principais tradings da commodity no Reuters Global Commodities Summit nesta semana.

O presidente dos EUA, Donald Trump, deu um grande passo contra o acordo nuclear do Irã nesta sexta-feira, ao dizer que não irá certificar o cumprimento do pacto pelos iranianos.

A decisão não significa um abandono do acordo pelos EUA, mas Trump chegou a dizer que os EUA podem encerrar o pacto com o país imediatamente se os iranianos não tomarem ações imediatas.

Qualquer grande aumento nas sanções deixará o mercado de petróleo em situação similar à vista no início da década, quando Washington adotou uma posição dura contra o Irã, enquanto a União Europeia ainda permitia o comércio com Teerã até 2012, quando reforçou sanções contra o país.

A UE aliviou as sanções no ano passado como parte de um acordo nuclear mais amplo, preparando o caminho para Teerã aumentar o comércio de petróleo e atrair bilhões de dólares em investimentos.

"Se os EUA desfizerem o acordo nuclear e elevarem a tensão, então, inevitavelmente, algumas pessoas dirão, bem, talvez seja um negócio no qual eu não devo me envolver", disse o chefe de petróleo global da Glencore, Alex Barba.

A Glencore retomou os negócios com o Irã no ano passado, assim como a Vitol.

O presidente executivo da Vitol, Ian Taylor, disse que espera que as transações com o Irã se tornem mais complicadas.

"Se Trump decidir não certificar (o cumprimento do acordo pelo Irã)... terá algum impacto, mas não acho que os europeus irão segui-lo, provavelmente o impacto será limitado", afirmou.

(Por Dmitry Zhdannikov and Julia Payne)

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