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Fitch corta perspectiva de nota da Eletrobras para negativa

SÃO PAULO (Reuters) - A Fitch Ratings revisou a perspectiva para as notas da estatal brasileira Eletrobras e sua subsidiária Furnas para negativa, ante estável anteriormente, mas manteve os ratings das empresas em 'BB-', segundo comunicado nesta quinta-feira.

"A revisão da perspectiva reflete a visão da Fitch de que um esperado aumento do apoio do governo brasileiro à Eletrobras pode não ocorrer, considerando sua anunciada intenção de privatizar a companhia de eletricidade por meio da diluição de sua participação", afirmou a agência de classificação de risco.

Em comunicado, a Fitch ressaltou que o Tesouro Nacional é garantidor de cerca de 30 por cento das dívidas consolidadas no balanço da Eletrobras e já realizou aportes de 2,9 bilhões de reais na companhia nos últimos anos, enquanto bancos públicos federais são a contraparte de 38 por cento das dívidas do grupo.

"A Fitch considera que a privatização da Eletrobras pode potencialmente ser positiva para a companhia, mas devido às elevadas incertezas que permanecem nesse processo, ainda não incorporamos isso a nossos ratings", afirmou.

A conclusão da privatização tem sido prometido pelas autoridades brasileiras para meados de 2018.

Por enquanto, os ratings da Eletrobras se beneficiam da "importância estratégica da companhia para o Brasil" e do apoio estatal. Se considerados apenas os atributos da empresa, a nota "seria menor devido a sua geração de caixa operacional ainda fraca e alta alavancagem.", apontou a Fitch.

"As iniciativas da gestão para reduzir custos e investimentos, bem como a venda de ativos para melhorar a estrutura de capital do grupo, são positivas, mas vão levar tempo para melhorar a atual situação", resumiu.

O rating da companhia ainda pode ser reduzido se houver "percepção de enfraquecimento no apoio do governo brasileiro" à companhia, reduções na nota do Brasil ou uma deterioração significativa do perfil de crédito da empresa.

Por outro lado, melhorias no perfil de crédito da companhia ou do Brasil poderiam levar a uma elevação da avaliação, segundo a Fitch.

(Por Luciano Costa)

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