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Com elevação das tensões comerciais, compradores chineses de soja criam planos de contingência

PEQUIM (Reuters) - Compradores chineses de soja, a maior exportação agrícola dos Estados Unidos ao país, estão silenciosamente elaborando planos de contingenciamento para garantir oferta de importante matéria-prima no caso de uma guerra comercial, disseram fontes.

Os movimentos são os sinais mais fortes até agora de que negociantes no país mais populoso do mundo estão ficando preocupados de que commodities críticas poderiam ficar atravancadas no meio de crescentes tensões comerciais.

Ao menos duas tradings já começaram a comprar mais farelo de colza, um ingrediente alternativo usado para produzir ração animal, no caso da oleaginosa ser alvo de retaliação por Pequim, disseram fontes na companhia familiarizadas com as estratégias.

"É uma escolha óbvia a de buscar outras fontes de proteína. Nós estamos comprando mais farelo de colza, por exemplo", disse uma das fontes.

Como uma camada extra de proteção, sua companhia também passou a incluir cláusulas de saída em contratos de compras com fornecedores dos EUA, dando a eles o direito de cancelar o pedido caso necessário.

A segunda fonte disse que sua empresa também estava comprando mais grãos secos de destilarias, um subproduto da produção de etanol usado como ingrediente para ração animal.

A companhia também está considerando aumentar as compras de soja do Brasil.

(Por Hallie Gu e Josephine Mason; reportagem adicional de Mark Weinraub e Tom Polansek)

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