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Preocupações com guerra comercial já prejudicam a economia, diz Coeure, do BCE

CERNOBBIO, Itália, 6 Abra (Reuters) - Uma guerra comercial desencadeada por tarifas norte-americanas causaria uma recessão global - e o simples medo de uma já está prejudicando a economia, disse Benoit Coeure, membro do conselho do Banco Central Europeu (BCE), nesta sexta-feira.

Os investidores estão se perguntando se uma desaceleração econômica, agravada, se não causada, por tensões no comércio global, poderia atrasar o fim da saída do BCE de seu agressivo estímulo monetário, visando impulsionar a inflação na zona do euro.

Coeure disse que a perspectiva de uma guerra comercial não está sendo discutida pelo BCE e seus efeitos sobre a inflação só se tornarão visíveis a longo prazo.

Mas ele acrescentou que as expectativas de escalada nas retaliações das ações comerciais entre os Estados Unidos e seus parceiros já estavam prejudicando os tomadores de empréstimos e os investidores.

"As quedas nos preços das ações em resposta ao anúncio dos EUA de impor uma tarifa sobre aço e alumínio e incerteza predominante sobre o escopo de quaisquer medidas de retaliação já contribuíram para condições financeiras mais apertadas", disse Coeure em um evento em Cernobbio, Itália.

Citando uma simulação do BCE, ele disse que uma tarifa de 10 por cento sobre todas as importações e exportações dos EUA faria a economia global encolher 1 por cento no primeiro ano, com os Estados Unidos entre os mais atingidos e a zona do euro sofrendo um declínio menos severo.

Com a inflação da zona do euro pairando abaixo de 1,5 por cento, o BCE deve reduzir seu programa de compra de títulos de 2,55 trilhões de euros este ano e aumentar as taxas de juros em meados de 2019.

Mas os declínios nas ações e os dados econômicos mais fracos, incluindo algumas pesquisas sobre a atividade da zona do euro, fizeram alguns investidores se perguntarem se o Banco Central Europeu seguirá esse caminho.

Coeure disse que as guerras comerciais não fazem parte das deliberações do BCE e reafirmou a mensagem do banco de que sua postura permanecerá de uma política monetária frouxa.

(Por Mark Bendeich)

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