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China promete permitir mais investimentos estrangeiros no setor financeiro até o final de 2018

Kevin Yao

BOAO, China (Reuters) - A China estabeleceu um cronograma mais claro nesta quarta-feira para abrir seu setor financeiro a mais investimentos estrangeiros até o final de 2018, conforme Pequim busca se defender das crescentes críticas dos Estados Unidos e de outros parceiros comerciais de que limita injustamente a concorrência.

O presidente do banco central da China, Yi Gang, disse que o país permitirá que empresas estrangeiras concorram em pé de igualdade com empresas domésticas do setor financeiro, dando aos bancos estrangeiros mais escopo de negócios no país.

Embora os detalhes específicos oferecidos sejam, na maior parte, incrementos e repetições de promessas antigas, a China disse pela primeira vez que implementará várias medidas até o final deste ano, com a promessa de que algumas medidas entrarão em vigor já em junho.

Elas incluem permitir que empresas estrangeiras invistam em empresas fiduciárias, leasing financeiro, financiamento de veículos e ao consumidor, planos que foram anunciados no ano passado. O banco central chinês também confirmou que pretende lançar uma ligação comercial entre seus mercados de ações e Londres até o final de 2018.

As empresas estrangeiras e os parceiros comerciais da China há muito se queixam da falta de implementação das reformas anunciadas anos antes, e de que as empresas externas continuam a enfrentar restrições não oficiais mesmo depois de alguns setores terem sido abertos ostensivamente.

A China aumentará os limites de propriedade estrangeira para 51 por cento em títulos, companhias de administração de fundos, futuros e seguros de vida "nos próximos meses", disse o Banco do Povo da China em seu site. O atual limite de propriedade para empresas de valores mobiliários, futuros e administração de fundos é de 49 por cento e o teto para as seguradoras é de 50 por cento.

O presidente Xi Jinping prometeu na terça-feira abrir mais a economia e reduzir as tarifas de importação de produtos como carros, em um discurso visto como uma tentativa de aliviar a disputa comercial cada vez mais acirrada com os Estados Unidos e possivelmente abrir caminho para o início das negociações. 

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