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BR espera benefícios em novo contrato com Petrobras; vê importações menores

Por Marta Nogueira

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A BR Distribuidora espera obter benefícios para contratar maiores volumes de combustíveis com a sua controladora Petrobras, em novo modelo de contrato em elaboração pela petroleira, sem que perca a liberdade de importar suprimentos, afirmou nesta segunda-feira o diretor-executivo de Operação e Logística da BR, Alípio Ferreira.

Em janeiro, a Petrobras informou que iria elaborar um novo modelo de contrato de gasolina e óleo diesel, em busca de estreitar o relacionamento com seus clientes e elevar sua participação de mercado. No entanto, os detalhes sobre os novos contratos ainda não foram publicados.

"A Petrobras está neste momento conversando com as distribuidoras sobre o novo modelo de contrato, o objetivo da Petrobras é captar valor para as distribuidoras na busca de uma captura maior de mercado, uma vez que teve um avanço grande de importações durante o ano passado", disse Ferreira.

A negociação, contudo, ocorre em um período em que está sendo menos interessante para as distribuidoras utilizar o produto importado, em meio a um dólar mais alto e preços firmes no mercado internacional.

A Petrobras anunciou negociações com distribuidoras no início do ano após a companhia ver sua participação de mercado cair no Brasil, onde detém quase 100 por cento da capacidade de refino.

"O que se espera é algum benefício na contratação de mais volumes com a Petrobras sem que o contrato com a Petrobras tire a independência das distribuidoras em fazer os seus suprimentos via importação", explicou Ferreira, indicando que as conversas com a petroleira estatal ainda não estão concluídas.

IMPORTAÇÃO MENOR

O executivo da BR Distribuidora destacou que as margens obtidas por importadores na venda de combustíveis no Brasil neste ano estão mais estreitas, e que haverá um maior equilíbrio entre o suprimento de produtos internos e importados no país.

"Do último trimestre do ano passado para cá, vemos uma redução de 23 a 35 por cento das importações para o mercado brasileiro, e a razão fundamental dessa redução é uma redução muito significativa na arbitragem, nas oportunidades de fazer margem com importação", afirmou.

Segundo Ferreira, a margem com as vendas de produtos importados no primeiro trimestre deste ano caiu a um terço ou um quarto do que era no mesmo período do ano passado e recuou pela metade ante o último trimestre de 2017.

"O que a gente está percebendo, neste ano, é uma situação mais equilibrada em termos de suprimento através de produto no Brasil e importações", disse Ferreira, ao comentar os resultados da BR Distribuidora no primeiro trimestre de 2018.

Líder no mercado de distribuição de combustíveis e lubrificantes no país, a BR Distribuidora teve lucro líquido de 247 milhões de reais no primeiro trimestre, alta de 58,3 por cento ante o mesmo período do ano anterior, segundo informou na noite de sexta-feira.

O avanço no resultado, segundo a empresa, refletiu melhores margens de comercialização e redução das despesas financeiras líquidas. Isso apesar de um recuo no volume de vendas, como reflexo da situação econômica do país, disseram executivos.

O direcionamento estratégico de crescimento da empresa permanece, de acordo com a diretoria da companhia, incluindo uma busca pelo aumento da rede de postos.

"Em abril teve forte reversão, forte nível de embandeiramento e os números até abril já são positivos, o que nos leva a continuar a nossa visão de que vamos continuar crescendo a nossa rede durante o ano", disse o diretor-executivo de Rede de Postos, Marcelo Fernandes Bragança.

(Por Marta Nogueira)

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