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China critica "chantagem" dos EUA após Trump fazer nova ameaça comercial

Michael Martina e Eric Beech

19/06/2018 07h31

PEQUIM/WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou impor tarifa de 10% sobre US$ 200 bilhões em bens chineses, e Pequim alertou que irá retaliar, em um rápido agravamento do conflito comercial entre as duas maiores economias do mundo.

A mais recente ação de Trump foi inesperadamente rápida e incisiva.

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Foi uma retaliação, segundo ele, pela decisão da China de elevar as tarifas sobre US$ 50 bilhões em bens dos EUA, que foi tomada depois de Trump anunciar taxas similares sobre bens chineses na sexta-feira.

"Depois que o processo legal estiver finalizado, essas tarifas entrarão em vigor, se a China se recusar a mudar suas práticas e também se insistir em avançar com novas tarifas que anunciou recentemente", disse Trump em comunicado na segunda-feira (18).

As declarações derrubaram os mercados acionários globais e enfraqueceram tanto o dólar quanto o yuan nesta terça-feira (19). As ações de Xangai atingiram mínimas de dois anos.

O Ministério do Comércio da China disse que Pequim vai reagir com medidas "qualitativas" e "quantitativas", se os EUA publicarem uma lista adicional de tarifas sobre bens chineses.

"Tal prática de pressão extrema e chantagem diverge do consenso alcançado por ambos os lados em várias ocasiões", disse o ministério em comunicado.

"Os Estados Unidos iniciaram uma guerra comercial, violaram regulações de mercado e estão prejudicando os interesses não apenas do povo da China e dos EUA, mas do mundo."

Grupos empresariais dos EUA disseram que seus membros estão se preparando para uma reação do governo chinês que afetará todas as empresas norte-americanas na China, não apenas em setores que enfrentaram tarifas.

Será que a China é mesmo um país comunista?

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