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A dura escolha de Powell, do Fed: ignorar a curva de rendimentos ou o aperto no mercado de trabalho?

21/09/2018 09h59

Por Howard Schneider

WASHINGTON (Reuters) - O desemprego perto de uma mínima de 20 anos grita ao Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, para elevar os juros ou arriscar uma economia aquecida demais. O mercado de títulos, não muito longe de um estado que normalmente precede uma recessão, diz: não tão rápido.

Essa dúvida vai pairar sobre os membros votantes do Fed quando se reunirem na próxima semana. O caminho que eles seguirem começará a definir se o chair Jerome Powell planeja uma era de pleno emprego, livre de recessão, ou estraga a festa com aumentos de juros que se mostrem altos demais para serem absorvidos pela economia.

Novas pesquisas da equipe do Fed e as próprias observações de Powell parecem colocar mais peso nos riscos do mercado de trabalho super-apertado, o que poderia significar uma mudança para cima na perspectiva de juros do Fed e um tom mais duro em sua retórica.

Os economistas do Goldman Sachs, por exemplo, afirmam que a taxa de juros "ótima" do Fed está "bem acima da precificação de mercado sob uma ampla gama de suposições". Eles esperam quatro aumentos em 2019, enquanto os investidores esperam apenas um ou dois, uma diferença significativa.

As autoridades do Fed sinalizaram um provável aumento da taxa de juros em 0,25 ponto percentual quando se reunirem na terça e quarta-feira da semana que vem, e os investidores esperam por um aumento na ocasião, além de outro em dezembro.

O presidente do Fed de Nova York, John Williams, considerou a situação atual de crescimento contínuo, ganhos estáveis ​​de empregos e inflação próxima da meta "tão boa quanto possível" para os aumentos graduais iniciados pela ex-chair, Janet Yellen.

(Por Howard Schneider)

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