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Vendas no varejo do Brasil frustram expectativa e recuam em outubro pelo 2º mês seguido

Rodrigo Viga Gaier e Camila Moreira

13/12/2018 09h01

RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO, 13 Dez (Reuters) - As vendas de livros, móveis e eletrodomésticos e de vestuário pressionaram e as vendas no varejo frustraram as projeções e recuaram em outubro no país, deixando para a "Black Friday" e o Natal as expectativas de um final de ano mais forte para o setor.

As vendas varejistas tiveram em outubro recuo de 0,4% na comparação com o mês anterior, de acordo com dado divulgado nesta quinta-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na segunda queda seguida.

O resultado frustrou a expectativa em pesquisa da agência Reuters de ganho de 0,1%.

"As atividades que mais têm crescido são as de primeira necessidade, como supermercados e farmacêuticos. Já aquelas que dependem de crédito e financiamento andam patinando", disse a gerente da pesquisa do IBGE, Isabella Nunes.

Sobre outubro de 2017, as vendas tiveram avanço de 1,9%, contra projeção dos economistas consultados no levantamento de alta de 3,2%.

Das oito categorias pesquisadas, cinco tiveram queda nas vendas no mês. A comercialização de livros, jornais, revistas e papelaria caiu 7,4%; as vendas de móveis e eletrodomésticos recuaram 2,5%, e as de tecidos, vestuário e calçados tiveram queda de 2%.

As vendas de combustíveis e lubrificantes recuaram 1,2% e as de equipamentos e material para escritório, informática e comunicação caíram 0,8%.

Somente as atividades hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,3%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (0,7%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (0,9%) apresentaram avanço.

No varejo ampliado, que inclui veículos e material de construção, as vendas apresentaram perda de 0,2%, embora material de construção tenha subido 1,3%.

Desemprego afetou economia

As vendas varejistas apresentaram altos e baixos ao longo de todo o ano, em meio a uma economia que enfrentou dificuldades para imprimir um ritmo forte com nível alto de desemprego.

No terceiro trimestre, o consumo das famílias avançou 0,6% na comparação com os três meses anteriores, em um cenário de juros e inflação mais baixos. 

Ainda temos dois meses fortes para o comércio, com Black Friday e Natal. São dois meses em que se espera mais do comércio ainda, mais com o emprego crescendo um pouco, mesmo pela informalidade.
Isabella Nunes

Em novembro, quando aconteceu a "Black Friday" entre 23 e 25 de novembro, o otimismo causado pelo fim do período eleitoral aumentou e a confiança do comércio no Brasil registrou o maior nível em mais de quatro anos e meio, de acordo com pesquisa da Fundação Getulio Vargas (FGV). 

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