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Ações europeias recuam para níveis de 2016 com perda de suporte dos EUA

Danilo Masoni

Milão

27/12/2018 16h32

Os índices acionários europeus caíram nesta quinta-feira (27), com o impacto do avanço recorde em Wall Street na véspera tendo curta duração em meio a preocupações persistentes com a desaceleração da economia global e a disputa comercial entre Pequim e Washington.

O índice FTSEurofirst 300 caiu 1,76%, a 1.300 pontos, enquanto o índice pan-europeu STOXX 600 perdeu 1,69%, a 330 pontos, após recuar 1,75% para o menor nível desde novembro de 2016.

No fechamento do mercado europeu, o índice norte-americano Dow Jones Industrial já tinha perdido mais de um quarto de seu ganho de mais de 1.000 pontos na sessão anterior, depois que os dados mostraram que a confiança do consumidor em dezembro caiu para o nível mais baixo desde julho.

"Há pouca visibilidade", disse o operador da Oddo Securities Muikael Jacoby, citando o recente fluxo negativo de notícias e dados fracos.

"Para dizer que alcançamos o piso, precisamos de pelo menos dois dias de força, não apenas em preço, mas também em volume de negociações, amplitude do mercado e um ambiente fundamentalmente sustentado", disse também o estrategista da FXTM Hussein Sayed.

"Até agora, não vemos uma mudança nos fundamentos. As tensões comerciais entre os EUA e a China continuam sendo o maior fator desconhecido para 2019", acrescentou Sayed.

Dados mostraram mais cedo que os lucros das empresas industriais da China em novembro caíram pela primeira vez em quase três anos, apontando para uma nova perda de dinamismo econômico.

Todos os setores e índices nacionais na Europa fecharam em queda, com os volumes fracos em razão do período de feriados ajudando a deixar o mercado mais volátil.

O indicador de volatilidade da zona do euro subiu para seu maior nível desde que os mercados sustentaram uma correção em fevereiro passado.

O índice de referência STOXX 600 continua no caminho para fechar 2018 com o pior desempenho anual desde 2008, tendo recuado 15,3% até o momento no ano.

O índice alemão DAX, cuja grande exposição à China o torna particularmente vulnerável às tensões comerciais, acumula queda de 19,6% neste ano, enquanto o italiano FTSE MIB, pressionado por preocupações sobre as finanças do país, tem queda acumulada de 17,3%. O Brexit atingiu o FTSE, que acumula queda de 14,5%.

O índice FTSEurofirst 300 fechou em queda de 1,76%, a 1.300 pontos.

Em LONDRES, o índice Financial Times recuou 1,52%, a 6.584 pontos.

Em FRANKFURT, o índice DAX caiu 2,37%, a 10.381 pontos.

Em PARIS, o índice CAC-40 perdeu 0,60%, a 4.598 pontos.

Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve desvalorização de 1,81%, a 18.064 pontos.

Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou baixa de 1,38%, a 8.363 pontos.

Em LISBOA, o índice PSI 20 desvalorizou-se 1,14%, a 4.587 pontos.

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