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Ações de empresas de meio de pagamento desabam após Rede acirrar competição

Paula Arend Laier

São Paulo

18/04/2019 12h57

Ações de empresas de meios de pagamentos recuavam fortemente nesta quinta-feira, com Cielo respondendo pela maior queda do Ibovespa e Stone desabando mais de 20% em Nova York, após a Rede, do Itaú Unibanco acirrar o ambiente de competição no setor no país.

A Rede decidiu zerar a taxa para antecipar recebíveis de lojistas que receberem pagamentos de compras com cartão de crédito à vista em terminais da empresa. Também reduziu o prazo em que os lojistas receberão os valores depositados para dois dias.

Por volta de 12h50, os papéis da Cielo caíam 7,75%, a R$ 8,21, enquanto o Ibovespa subia 1,23%. Nos Estados Unidos, as ações da Stone despencavam 23,7%, a US$ 26,50, e as da PagSeguro caíam 12%, a US$ 24,65.

"A notícia é negativa para todos os adquirentes listados, Cielo, Stone e Pagseguro, em diferentes magnitudes, já que devem reagir ao movimento agressivo da Rede", destacou a equipe da XP Investimento em relatório a clientes.

De acordo com cálculos dos analistas, assumindo que as transações à vista representem de 30% a 40% do volume total de crédito, a Cielo poderia ter seu lucro líquido de 2019 reduzido em 10% a 20%. No caso da Stone, eles avaliam que deve ser mais impactada, uma vez que a empresa atua principalmente no mercado de pequenas e médias empresas e possui maior exposição relativa ao pré-pagamento em seus resultados.

"A iniciativa da Rede, apesar de agressiva, faz parte do processo de corte de preços pelo qual a indústria vem passando nos últimos seis meses. Continuamos cautelosos com a Cielo e os adquirentes puros em geral, uma vez que os grandes bancos têm espaço significativo para abrir mão de receita nesse segmento a fim de reter e atrair clientes PMEs para sua base", disseram os analistas da XP.

As ações da companhia de software para o varejo Linx, que no ano passado lançou uma subcredenciadora de cartões, recuavam cerca de 16% a R$ 29,92, maior queda do índice Small Caps. No pior momento, os papéis foram negociados a R$ 28,69.

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