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Bolsas dos EUA caem diante de temores comerciais entre EUA e China

2019-05-07T17:15:32

07/05/2019 17h15

Por April Joyner

NOVA YORK (Reuters) - As principais bolsas de valores dos Estados Unidos sofreram forte queda nesta terça-feira, impactadas pela tensão comercial entre Estados Unidos e China, que deflagrou temores sobre o crescimento global e afastaram investidores de ativos de risco.

O índice Dow Jones cedeu 1,79 por cento, a 25.965,09 pontos. O S&P 500 caiu 1,65 por cento, a 2.884,05 pontos. O Nasdaq recuou 1,96 por cento, a 7.963,76 pontos.

O Dow teve a maior queda diária desde 3 de janeiro. S&P 500 e Nasdaq tiveram o maior declínio desde 22 de março.

O representante de Comércio dos EUA, Robert Lighthizer, e o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, disseram na véspera que a China recuou dos compromissos assumidos nas negociações comerciais. Esses comentários se seguiram à inesperada advertência do presidente Donald Trump, no domingo, de que aumentará as tarifas sobre 200 bilhões de dólares em produtos chineses, de 10 para 25 por cento.

Pequim disse que o vice-primeiro-ministro chinês, Liu He, visitará os EUA na quinta e sexta-feira para negociações comerciais. As tarifas adicionais deverão entrar em vigor na sexta-feira se um acordo comercial não for alcançado até lá.

Os comentários feitos por Lighthizer e Mnuchin levantaram receios de investidores de que as negociações comerciais entre China e Estados Unidos poderiam levar muito mais tempo para serem resolvidas do que se pensava anteriormente.

"Semana após semana, ouvimos que houve progresso e que um acordo seria alcançado", disse Kate Warne, estrategista de investimentos da Edward Jones. "Agora as regras mudaram. Houve uma grande mudança nas expectativas."

Os investidores têm expressado preocupação de que tarifas adicionais, se impostas, possam interromper as cadeias de fornecimento e prejudicar o crescimento econômico.

Boeing, maior exportadora dos EUA para a China, caiu 3,9 por cento, enquanto Caterpillar, outro gigante do setor industrial sensível à China, cedeu 2,3 por cento.

No setor de tecnologia, Microsoft caiu 2,1 por cento, enquanto Apple recuou 2,7 por cento.

(Reportagem adicional de Amy Caren Daniel e Shreyashi Sanyal)

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