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Varejo do Brasil tem melhor setembro em 10 anos e fecha 3º tri com indícios de recuperação

Comércio de rua em São Paulo - Por Rodrigo Viga Gaier e Camila Moreira
Comércio de rua em São Paulo Imagem: Por Rodrigo Viga Gaier e Camila Moreira

Camila Moreira

13/11/2019 09h09

Por Rodrigo Viga Gaier e Camila Moreira

RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO (Reuters) - As vendas no varejo do Brasil aumentaram de forma generalizada em setembro, registrando o melhor resultado para o mês em 10 anos, e terminaram o terceiro trimestre com ganhos e apontando recuperação do setor.

Em setembro, o volume de vendas subiu 0,7% na comparação com agosto, informou nesta quarta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Esse é o resultado mais forte para setembro desde o ganho de 1,1% visto em 2009, além de marcar o quinto dado mensal seguido positivo.

Na comparação com setembro de 2018, as vendas subiram 2,1%, sexta taxa consecutiva no azul. Com esses resultados, o terceiro trimestre terminou com alta de 1,6% das vendas sobre os três meses anteriores, depois de ganho de 0,1% no segundo trimestre e estagnação no primeiro.

"O resultado de setembro confirma uma recuperação do varejo. O comércio apresenta um dinamismo maior até que a conjuntura", explicou a gerente da pesquisa, Isabella Nunes, citando como influências para o resultado positivo a liberação do FGTS, promoção da chamada Semana do Brasil, ao estilo Black Friday, e mais dias úteis no mês este ano.

A expectativa em pesquisa da Reuters era de avanços de 0,7% na comparação mensal e de 2,35% sobre um ano antes.

Sete das oito atividades pesquisadas no mês tiveram ganhos. As vendas de Móveis e eletrodomésticos subiram 5,2%; enquanto as de Tecidos, vestuário e calçados avançaram 3,3%, sendo os destaques no resultado.

A única taxa negativa foi vista em Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação, com uma queda de 2,0% nas vendas.

No varejo ampliado, a alta nas vendas foi de 0,9% em setembro, com Material de Construção subindo 1,5% e Veículos avançando 1,2%.

Ao mesmo tempo em que o país apresenta juros e inflação baixos, o mercado de trabalho fraco ainda pressiona o poder de compra dos trabalhadores, o que ainda levanta cautela.

"Para falar em uma recuperação consolidada ainda precisamos esperar mais uns meses. Há um dinamismo mais forte, mas a conjuntura ainda não é tão favorável com muita informalidade no mercado de trabalho que impede a renda crescer e afeta a demanda", acrescentou Isabella Nunes.

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